Dra. Jane Carla explica como a radiofrequência e a fotobioestimulação de LED podem ajudar a reduzir desconfortos
Quando você pensa em longevidade, o que realmente deseja: apenas viver mais ou ter qualidade de vida para continuar fazendo as coisas que ama com tranquilidade e conforto? Pois é. Amadurecer, muitas vezes, não significa pensar exclusivamente em doenças. Um passo fundamental na vida da mulher é observar algumas transformações que, mesmo não representando um problema grave, podem interferir diretamente na forma como ela sente e vivencia o próprio corpo, impactando a autoestima e o bem-estar.
É justamente por isso que sintomas como ressecamento vaginal, incontinência urinária, dor no ato sexual, diminuição da libido, flacidez e atrofia não podem ser simplesmente normalizados, já que hoje existem recursos importantes para garantir mais conforto e bem-estar às mulheres. “O avançar da idade provoca muitas mudanças no corpo da mulher, mas é importante entender e acompanhar cada uma dessas transformações sem deixar que elas comprometam a sua qualidade de vida”, ressalta a médica ginecologista Dra. Jane Carla.

Especialista em radiofrequência e ginecologia regenerativa, ela revela que é comum ver pacientes na perimenopausa e na pós-menopausa lidando com alguns desses sintomas, em decorrência de alterações hormonais e teciduais que podem afetar o corpo feminino ao longo dos anos. “Mas é importante ressaltar que, em casos indicados, a radiofrequência pode ser uma grande aliada da saúde feminina, pois ajuda a estimular a produção de colágeno da vulva e da vagina, contribuindo para melhorar a lubrificação e a elasticidade, além de promover a regeneração dessa região, com diversos benefícios à paciente”, disse.
Segundo Dra. Jane, a radiofrequência consiste em um aquecimento controlado, visando estimular a criação e circulação dos vasos sanguíneos, além da produção de colágeno, elastina e outras proteínas sustentadoras, sem necessidade de anestesia (radiofrequência não ablativa) ou sob anestesia (radiofrequência ablativa). “São recursos que possibilitam tratar a flacidez dos lábios externos, promover a redução do ressecamento vaginal, correção da frouxidão vaginal, atenuação da incontinência urinária, melhora da ardência e coceira causada pela atrofia, aliviando sintomas da menopausa, anomalias de pequenos lábios, alterações genitais pós-gravidez ou lesões obstétricas, bem como frouxidão vaginal pós-parto”, enumerou.
Outra tecnologia que se destaca no cuidado feminino atualmente é a fotobioestimulação de LED, uma técnica não invasiva, que utiliza diferentes comprimentos de onda de luz para estimular processos regenerativos nos tecidos. “A fotobioestimulação de LED pode ser utilizada em diferentes situações, como processos inflamatórios e infecciosos, fissuras, cicatrizes, casos de vulvovaginites, candidíase de repetição e em processos pós-operatórios de cirurgia íntima, entre muitos outros casos, representando uma verdadeira revolução na ginecologia regenerativa”, frisou Dra. Jane.
Esse cenário, segundo ela, demonstra como a ginecologia possui hoje uma gama de recursos para garantir mais qualidade de vida às pacientes. “Tudo vai depender das características dessa mulher, que precisa ser avaliada individualmente. Para sintomas como dor nas relações, perda de libido ou incontinência urinária, por exemplo, é essencial investigar a origem, pois podem existir diferentes causas e tratamentos. O importante é que hoje temos muitos recursos avançados na ginecologia, permitindo que a gente faça tratamentos inovadores a nível de consultório, trazendo mais conforto e qualidade de vida para essa mulher”.
