O título desta edição da coluna poderia ser invertido ‘Funny life’, ou seja, ‘a vida é divertida’, porém queria dar destaque à ironia que esse título carrega, ‘a vida é engraçada’, no sentido de ser estranha. Passamos a maior parte de nossa existência tentando entender nosso papel como indivíduos sociais, para tal, geralmente, damos mais atenção à aspectos específicos sem prestar atenção ao todo.
Quanto mais eu trabalho com o ensino do idioma, mais semelhanças eu percebo com a vida em si mesma. Veja, ao estudar Inglês, os alunos tem que passar por diferentes processos, o primeiro deles é entender qual a forma que cada um aprende, isso é muito particular, e varia mais do que se imagina. Depois começam as etapas estruturais: vocabulário, gramática, pronúncia, entonação, expressões idiomáticas, etc. Para assimilar tantas informações, é necessário que o indivíduo se proponha ao estudo intenso, usando as ferramentas mais eficientes como: orientação, observação, memorização, regularidade, persistência e prática.
Dados os elementos do processo, observe que poderíamos estar falando da vida, mas diferente desta, quando nos propomos a estudar um idioma, fazemos escolhas: qual, quando, onde, com quem estudar. E a vida? Podemos desistir? Podemos trocar de professores? Podemos livremente estabelecer o tempo que levaremos para aprender? Acho que não preciso dar a resposta. Portanto, usar o processo a nosso favor é essencial para nos prepararmos ao enfrentar situações inesperadas, as quais todos somos submetidos.
Agora, costurando a mensagem para chegar à ironia da vida. Ao nos dispormos a aprender, é muito importante estabelecer metas, métodos e desenvolver a autoconsciência buscando respostas para as seguintes perguntas: Por quê? Como? E quando? Esses movimentos nos guiarão, ainda que a vida nos ofereça desafios. A ironia? A mesma vida desafiadora nos entrega a solução, reverter a ironia ‘Life’s funny’ em uma vida divertida ‘Funny Life’.
