Seu bebê vai se vacinar? Veja o que merece atenção

A chegada de uma criança sempre transforma a rotina da família, trazendo uma série de novas responsabilidades. Fatores como alimentação, sono, higiene e demais cuidados em casa logo se sobrepõem à rotina habitual dos pais e responsáveis, que se veem diante de novas tarefas e demandas. Mas uma questão que não pode ser negligenciada nesse processo é a vacinação, que ajuda a proteger a saúde dos pequenos desde os primeiros meses de vida.

Nas consultas pediátricas, por exemplo, é comum os pais receberem orientações sobre a importância da imunização, bem como as diferentes formas de proteção disponíveis tanto na rede pública quanto na rede privada, que vem ganhando cada vez mais protagonismo na atualidade. Mas o que explica esse crescimento? Quais são as diferenças e os benefícios de vacinar a criança na rede particular?

Quem nos traz essas respostas é o enfermeiro Leonardo Cordeiro, coordenador de vacinação do Vacina Plinio Bacelar. “Primeiramente, é importante entender que existe o calendário básico de vacinação oferecido pelo SUS e a família tem a possibilidade de complementá-lo na rede particular, que traz algumas diferenças. Um exemplo é a vacina contra a meningite B, que só está disponível na rede particular e é uma opção importante para os pais considerarem na hora de oferecer mais proteção à criança”, frisa Leonardo.

Leonardo Cordeiro
Enfermeiro, coordenador de vacinação do Vacina Plinio Bacelar

Outro caso ilustrativo é o da vacina contra o rotavírus, que protege contra formas graves de gastroenterite, caracterizadas por diarreia e vômitos que podem levar à desidratação. “No SUS, a vacina contra o rotavírus é monovalente, protegendo contra um sorotipo. Já a vacina da rede privada é pentavalente, abrangendo cinco sorotipos, o que amplia a proteção. Outra vacina importante é a hexavalente, que protege contra seis doenças: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B, como meningite e pneumonia. No SUS, são necessárias duas injeções: uma da vacina pentavalente e outra contra a poliomielite. Já a hexavalente reúne essas proteções em uma única aplicação. A vantagem é o maior conforto para o bebê, que recebe uma injeção em vez de duas, além de ser uma vacina menos reatogênica, especialmente em relação à dor local e à febre”, explicou.

Mas não são apenas os imunizantes em si que atraem as famílias para as clínicas de vacinação. O conforto oferecido à criança, segundo Leonardo, faz muita diferença nesse processo. “A rede privada possibilita um maior acolhimento, pois trabalha com imunização individualizada, sem necessidade de filas de espera. Muitas famílias optam por tomar algumas vacinas conosco justamente por conta desse atendimento mais personalizado”, destaca o coordenador. “Além de uma estrutura voltada para garantir conforto e acolhimento, temos alguns diferenciais em relação à aplicação, como dispositivos para amenizar a dor. Um exemplo é a abelhinha vibratória, que ajuda a reduzir o desconforto provocado pela agulha. Outro destaque é a aplicação simultânea, uma técnica em que dois profissionais aplicam vacinas ao mesmo tempo, uma em cada perna. Isso ajuda a diminuir a tensão e a ansiedade, já que a criança não precisa passar pela expectativa de receber uma nova injeção”, disse.

Outro fator importante, de acordo com Leonardo, é o atendimento. “O cliente pode agendar a vacinação pelo aplicativo ou WhatsApp, chegando à clínica no horário marcado e otimizando o tempo de espera. Além disso, trabalhamos com pacotes de vacinas, que ficam reservadas para cada etapa do calendário vacinal, evitando o risco de indisponibilidade quando chegar o momento de aplicação. A compra do pacote também oferece alguns benefícios, como preços mais acessíveis e atendimento domiciliar como cortesia. Nosso objetivo é sempre proporcionar mais praticidade e segurança às famílias em cada etapa da vacinação”.