Dr. Diego Motta

52.123790-0 - Médico e Nutricionista - Formado no Rio de Janeiro em 2012, com mais de 10.000 pacientes atendidos, formado em medicina e especializado em reposição hormonal. Atua como médico em Campos dos Goytacazes, Macaé, Itaperuna e Alphaville São Paulo. @drdiegomotta e contato da nossa central de agendamento (22) 99777-6869 (WhatsApp).
Dr. Diego Motta

Complexo B: mais vitamina não significa mais saúde

Suplementação deve considerar a necessidade de cada pessoa — e não apenas a ideia de que vitaminas fazem bem.

Existe uma crença de que as vitaminas do complexo B podem ser utilizadas à vontade porque são hidrossolúveis e o excesso seria eliminado pela urina. Mas essa ideia não é segura.

Algumas vitaminas podem causar problemas quando consumidas em doses elevadas. O uso prolongado de grandes quantidades de B6, por exemplo, pode provocar neuropatia e lesões nos nervos. Doses elevadas de niacina (B3) também podem causar efeitos adversos e exigem atenção profissional.

A biotina, frequentemente associada à saúde dos cabelos e das unhas, é outro exemplo. Quando não existe deficiência, seu uso em altas doses não garante os benefícios estéticos divulgados e ainda pode interferir nos resultados de determinados exames laboratoriais.

Complexo B dá energia?

As vitaminas do complexo B participam dos processos que transformam os nutrientes dos alimentos em energia. Mas não funcionam como estimulantes.

Quando existe uma deficiência contribuindo para cansaço ou anemia, sua correção pode melhorar os sintomas. Em quem já apresenta níveis adequados, aumentar a dose não significa produzir energia extra.

Alimentação e suplementação

Carnes, peixes, ovos, leite e derivados, leguminosas, verduras, cereais e alimentos fortificados são fontes das diferentes vitaminas do complexo B. Uma alimentação variada continua sendo uma das principais estratégias para obter esses nutrientes.

A suplementação pode ser extremamente importante, mas precisa de indicação. Dependendo da deficiência e da capacidade de absorção, pode ser necessária uma vitamina específica, uma combinação ou até uma forma diferente de reposição.

Por isso, sintomas, alimentação, medicamentos em uso, histórico clínico e, quando indicados, exames laboratoriais devem ser avaliados antes de definir o tratamento.

A melhor suplementação não é a que oferece mais vitaminas, mas a que atende à necessidade de cada pessoa.