O tempo! Já parou para observá-lo? Ele não te espera, não o controlamos, ele é relativo, apesar de ser constante, ele continua enquanto você dorme, não sabemos quanto dele temos, não conseguimos recuperá-lo, ele é um presente ainda que seja implacável. O mesmo traz esperança e a leva quando bem entende. O tempo não parece ser, mas é inefável. Quando dizemos: “temos tempo”, “não vai dar tempo”, “queria ter mais tempo”, “não tive tempo”. Todas essas expressões não falam de tempo, mas de horas. Será que entendemos a diferença? Vamos a ela.
Meus alunos, de vez em sempre, se explicam por não terem enviado o homework, por exemplo, e 99% das vezes dizem: “não deu tempo”. Sempre respondo que tudo bem, pois “meu Inglês continua o mesmo”. O que eles não percebem é que o tempo não é uma coisa passível de posse, você conta, limita e usufrui das horas, essas sim são uma questão de administração, o tempo não! Os minutos contados são convenções humanas que podem, inclusive não serem reais e precisas. Exemplo disso é que na Revolução Francesa, Napoleão estabeleceu um calendário diferente do resto do mundo, ou seja, o que contamos é o número convencionado pela sociedade.
Professora, afinal qual é o ponto? Minha intenção é provocar uma reflexão sobre como nomeamos as coisas. Se você tiver diabetes e chamar de gripe, o remédio usado não prevenirá sua morte por diabetes. Para sua saúde, seus estudos, sua vida, seja lá qual for a área em pauta, ou você entende a diferença do que parece ser a mesma coisa ou perecerá por ignorância. Um grande erro que todos cometemos é achar que o tempo se adaptará a nós e não que o essencial é nos adaptarmos a ele. Sabedoria é aproveitar as HOURS para fazer o que precisa ser feito e dedicar o mais importante da vida pelo TIME que nos resta.
