Acredite: isso pode estar ocorrendo com você!

Problema de AudiçãoVocê provavelmente deve ter na família aquele idoso que parece não ouvir mais nada direito, não é mesmo? Quem não conhece um avô ou um tio que vive pedindo para todos falarem mais alto, sempre assistindo TV com o volume no máximo, mas que ainda assim reluta em procurar um especialista? Pois é. Muitas pessoas costumam encarar esse comportamento como algo natural da idade, mas a verdade é que a perda auditiva pode indicar problemas bem mais sérios do que a simples dificuldade de ouvir.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa conduzida pela USP, como parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), acompanhou 805 participantes, entre adultos e idosos, ao longo de oito anos. A cada três anos, eles passavam por avaliações periódicas, que incluíam audiometria e testes cognitivos. Após a análise dos dados, os pesquisadores concluíram que a perda auditiva estava relacionada a um declínio cognitivo global mais acelerado, resultando em diversos outros problemas que vão muito além da falta de audição.

Na prática, isso significa que aquele seu parente que “não escuta mais nada direito”, no fundo, pode estar sofrendo algo bem pior – e ninguém está percebendo. “Já está comprovado que a perda auditiva contribui para o aparecimento de demências, sobretudo em pessoas mais velhas, além de estar ligada a doenças neurológicas e a quadros de depressão”, afirmam Eliana Mancini e Aryta Mancini, fonoaudiólogas responsáveis pela Sonoris Campos. “A perda auditiva tem uma relação muito grande com a própria saúde mental do indivíduo, porque ele começa a se isolar, já que não consegue mais estabelecer diálogos nem participar de conversas. A TV no volume máximo acaba se tornando sua única distração. Mas esse isolamento acaba mascarando outras doenças, exigindo assim maior atenção da família”, alertaram.

Outro dado relevante da pesquisa da USP ajuda a desmistificar a ideia de que a perda auditiva é exclusiva de idosos em idade muito avançada. Na realidade, muitas vezes o idoso apresenta apenas um estágio mais grave de uma perda auditiva que começou a ocorrer há muito mais tempo. Os estudos indicam que a perda auditiva com maior impacto sobre o declínio cognitivo é justamente aquela que surge na meia-idade, entre 40 e 65 anos, que se tornou hoje uma janela importante para avaliação auditiva e intervenção precoce.

“Às vezes, a pessoa nota uma perda auditiva leve, mas pensa que não é nada demais, que está tudo bem. Daí, quando chega aos 50 anos e faz uma audiometria, se assusta e se pergunta como o problema chegou a esse ponto”, contam Eliana e Aryta Mancini. “Hoje em dia, é comum ficarmos expostos a fatores que prejudicam a audição, já que o cotidiano é repleto de ruídos. Tanto em casa quanto no trabalho, diariamente sofremos uma grande exposição sonora, o tempo inteiro, seja de forma direta ou indireta. As pessoas se habituam a essa rotina e nem percebem. Às vezes, já possuem uma perda auditiva e nem sabem”, alertaram.

Perda auditiva, portanto, é coisa séria e não pode ser ignorada. Em muitos casos, trata-se de uma condição crônica, que tende a piorar com o tempo. Isso aumenta a importância do diagnóstico precoce para garantir a intervenção adequada, incluindo uso de aparelhos auditivos, que são soluções seguras e ajudam a restaurar a audição, melhorando a comunicação e a qualidade de vida, garantindo um envelhecimento mais tranquilo e saudável.

A Sonoris Campos está localizada à rua Voluntários da Pátria, 185, ao lado do Centro de Saúde e atende pelos telefones (22) 3025-5266 e (22) 99808-8313.

Problema de Audição
Problema de Audição

Eliana Mancini e Aryta Mancini, fonoaudiólogas responsáveis pela Sonoris Campos