Hemorroidas: o tratamento que realmente acaba com a dor

Dr. Matheus Rangel destaca o manejo correto, seguro e eficaz para trazer alívio e resultados duradouros

Hemorroidas
O médico coloproctologista Dr. Matheus Rangel

Existem diversas condições de saúde que levam as pessoas a buscarem medidas caseiras e até a automedicação, visando aliviar o sofrimento. As hemorroidas ilustram bem essa realidade. Apesar de algumas intervenções paliativas serem importantes – e até mesmo recomendadas – para amenizar os sintomas e reduzir o desconforto, é preciso ressaltar que o quadro de hemorroidas exige acompanhamento médico especializado, sendo fundamental que a avaliação com o proctologista ocorra de forma precoce.

O motivo é que, mesmo sendo comuns, as hemorroidas podem se tornar dolorosas, incômodas ou recorrentes se não forem tratadas de forma adequada, muitas vezes exigindo intervenção cirúrgica. Para saber como lidar melhor com esse problema, ouvimos o médico coloproctologista Dr. Matheus Rangel, que é especialista em cirurgia proctológica com laser e radiofrequência, bem como cirurgia robótica, tendo vasta experiência no tratamento de hemorroidas, fissuras anais, pólipos colorretais, doença inflamatória intestinal, câncer colorretal, entre outras patologias.

“Hemorroidas são veias ao redor do ânus ou reto que se inflamam ou dilatam por alguns fatores, incluindo constipação, gravidez, obesidade, predisposição genética, dentre outros. Elas costumam ser categorizadas em dois principais tipos: internas e externas. No primeiro caso, as hemorroidas ocorrem dentro do reto e geralmente não são visíveis a olho nu. Podem ser classificadas em quatro graus, dependendo do seu tamanho e gravidade. Já as hemorroidas externas se desenvolvem sob a pele ao redor do ânus. Geralmente, são sensíveis por possuírem mais terminações nervosas, podendo causar desconfortos como coceira e, em alguns casos, dor intensa, especialmente durante a evacuação”, afirma o médico.

HemorroidasSegundo ele, muitas pessoas podem desenvolver ambos os tipos, conhecidas como hemorroidas mistas. O tratamento pode incluir mudanças na dieta, uso de medicamentos, procedimentos minimamente invasivos ou até mesmo cirurgia, nos casos mais graves. “A cirurgia pode variar em técnicas como Hemorroidectomia convencional, Ligadura com Doppler (THD), Grampeamento (PPH), Radiofrequência ou Laser, adaptando-se às características patológicas de cada paciente. A decisão da técnica cirúrgica é cuidadosamente avaliada em consulta com o médico, considerando fatores individuais e a eficácia esperada”, explica Dr. Matheus. “O período pós-cirúrgico exige repouso, cuidados higiênicos rigorosos e gerenciamento da dor. Conversar com seu médico é fundamental para planejar uma recuperação tranquila e minimamente desconfortável, podendo incluir orientações dietéticas para prevenir a constipação”.

Dr. Matheus Rangel ressalta, por fim, a importância do acompanhamento médico regular, já que a cirurgia, mesmo sendo eficaz, não elimina totalmente o risco de recorrência. “Se os fatores de risco subjacentes que contribuíram para o desenvolvimento das hemorroidas não forem adequadamente controlados, elas podem retornar. Isso inclui constipação crônica, esforço durante as evacuações e outros hábitos intestinais inadequados. É importante estar atento, pois a reaparição de sintomas semelhantes aos das hemorroidas após a cirurgia não necessariamente indica uma recorrência das próprias hemorroidas. Outras condições médicas, como fissura anal, fístula anal ou até mesmo infecção sexualmente transmissível (ISTs), podem manifestar sintomas semelhantes, como dor retal, sangramento ou desconforto durante as evacuações. Portanto, se os sintomas reaparecerem após a cirurgia, é crucial consultar um Cirurgião Coloproctologista para uma avaliação adequada”.