Uma nova alternativa no tratamento de feridas

Dra. Ângela Amaral fala sobre a TPN, que pode transformar a vida de inúmeros pacientes

Dra. Ângela Amaral
A enfermeira Dra. Ângela Amaral

Quando uma pessoa é hospitalizada, muitas dúvidas passam a fazer parte de sua rotina, vivenciando ainda o desejo de voltar logo para casa. Mas, quando isso finalmente acontece, é comum o paciente ter que lidar com as chamadas lesões por pressão, mais conhecidas popularmente como escaras. Essas lesões, no entanto, podem ter um tratamento prolongado, dificultando o retorno do paciente às suas atividades. Um dos recursos que podem ser utilizados nesse contexto é a Terapia Por Pressão Negativa (TPN), que consegue acelerar esse processo, favorecendo diretamente a cicatrização.

Em Campos dos Goytacazes, quem tem se destacado nesse tipo de atendimento é a Só Pele. A enfermeira Dra. Ângela Amaral, responsável pela loja, explica como a Terapia Por Pressão Negativa pode beneficiar a recuperação dos pacientes. “A lesão por pressão, conhecida também como escara, muitas vezes tem uma cicatrização mais lenta, devido à exposição de estruturas. Dependendo da profundidade e do estágio em que se encontra, esse tempo pode ser ainda maior. Com a Terapia Por Pressão Negativa (TPN), no entanto, é possível mudar essa realidade. Em uma semana de TPN conseguimos acelerar mais de 30 dias de tratamento convencional, o que representa um ganho de tempo enorme para o paciente”, disse.

A TPN, como afirma Dra. Ângela Amaral, se distingue por ser uma modalidade avançada do tratamento de feridas, que utiliza pressão subatmosférica controlada para acelerar a cicatrização. Na prática, isso ocorre por meio de pressão negativa contínua, geralmente em torno de -125 mmHg (milímetros de mercúrio), criando um ambiente favorável à recuperação dos tecidos. “Isso faz uma diferença muito grande porque atua de duas formas, promovendo micro e macrodeformações na lesão. Com isso, estimula a cicatrização de cima para baixo e de fora para dentro, simultaneamente, o que acelera bastante o processo”, diz Dra. Ângela. “No tratamento convencional, por exemplo, há o uso contínuo de gazes, soro, esparadrapos, antimicrobianos e coberturas, muitas vezes exigindo trocas diárias, além de gerar desconforto. A TPN age de forma diferente, acelerando a cicatrização de forma mais confortável”.

IFU+VivanoTec - Uma nova alternativa no tratamento de feridasO desconhecimento do público em relação à TPN ou o valor do tratamento muitas vezes explica por que ele acaba não sendo tão popular na atualidade. Mas, como ressalta a enfermeira, é importante considerar o custo-benefício, especialmente levando-se em conta todas as demandas práticas – e até mesmo emocionais – envolvidas no tratamento convencional. “Há um investimento no começo, claro, mas com uma resolutividade muito significativa no tratamento. Até porque isso resulta em melhor qualidade de vida para o paciente. Afinal, muitos deles convivem com esse quadro por anos, impactando diretamente o bem-estar. Em contrapartida, nem todo paciente de UTI ficará acamado por um longo período. Ao ter alta do hospital, esse paciente deseja logo retornar às suas atividades, fazendo com que a TPN se torne uma alternativa importante nesse sentido, já que promove uma recuperação mais rápida”.

Segundo Dra. Ângela, a TPN é realizada por profissionais capacitados da Só Pele, que oferece o equipamento em comodato e realiza a instalação, garantindo comodidade e segurança. Mais informações pelo WhatsApp (22) 997103546 ou pelo número (22) 2722-1381.