Gigantesco Complexo Logístico Industrial já é uma grande oportunidade de negócios
Com grande celebração, a BR Offshore lançou, em 21 de março de 2026, a pedra fundamental de um empreendimento com cerca de 1 milhão de m² e mais de 900 metros de cais, em localização estratégica próxima à Bacia de Campos. O objetivo é desenvolver atividades de apoio offshore, reciclagem de embarcações e atender futuras demandas de energia eólica em alto-mar. Trata-se do Complexo Logístico Industrial Farol/Barra do Furado.
A área do projeto abrange os municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, consolidando a região como novo polo logístico do Estado do Rio de Janeiro. Estão previstos investimentos iniciais de aproximadamente R$ 800 milhões ao longo das fases de implantação.
Paralelamente, a Petrobras estima aplicar até US$ 9,9 bilhões nos próximos cinco anos em descomissionamento e reciclagem de sistemas de exploração de óleo e gás, com destaque para unidades instaladas na Bacia de Campos.
O evento de lançamento reuniu cerca de mil pessoas, incluindo representantes do empresariado local, sociedade civil organizada, imprensa e autoridades políticas, como o prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho; o prefeito de Quissamã, Marcelo Batista; o deputado federal Júlio Lopes; e os deputados estaduais Douglas Ruas e Bruno Dauaire, entre outros.
Um dos momentos mais emocionantes foi a fala do presidente da BR Offshore, Ricardo Vianna, que homenageou os sócios já falecidos Paulo Sales e Carlos Eduardo Veiga. “Eles foram fundamentais nessa caminhada e, principalmente, por terem depositado em mim toda a confiança para o desenvolvimento desse projeto”, declarou.
A primeira etapa das obras está prevista para começar ainda este ano, com conclusão total até 2028. A expectativa é de geração de até 800 empregos diretos e aproximadamente 3.200 indiretos quando o complexo estiver em operação. “Um empreendimento desse tipo demanda a criação de toda uma linha de logística. Não é um investimento pontual, é um investimento relevante que trará a reboque toda uma cadeia de fornecedores de equipamentos e serviços, e abrirá espaço para outras oportunidades industriais”, explicou Ricardo.
O empreendimento surge em um momento de forte expansão das atividades de descomissionamento (processo técnico de desativação, desmantelamento e remoção de instalações, equipamentos ou estruturas que atingiram o final de sua vida útil ou se tornaram economicamente inviáveis). Projeções indicam que cerca de 2.800 embarcações deverão ser recicladas até 2035 em todo o mundo, quase o dobro do volume estimado para 2026, o que reforça a necessidade de adaptação dos estaleiros existentes e da criação de novas instalações especializadas.
“Essa é uma oportunidade ímpar para o Brasil, para o estado do Rio de Janeiro e para Barra do Furado. Quando começamos a olhar para isso, há cerca de três anos, vimos o potencial da região: de frente para a Bacia de Campos, que volta a crescer, e com perspectivas muito concretas para a eólica offshore. O norte do estado reúne condições ideais, com ventos consistentes e proximidade com os centros de carga, o que nos coloca na posição certa para desenvolver essa cadeia. A reciclagem de embarcações é parte central disso. Não se trata apenas de desmantelar, mas de recuperar esse aço, que volta para a indústria siderúrgica brasileira, contribuindo para a descarbonização e para a transição energética”, destacou o presidente da BR Offshore.
