Dona Maria Aparecida Cordeiro contou, com muita gentileza, que, na época em que engravidou de sua filha, ainda não era possível detectar a trissomia congênita durante a gestação. Somente após o nascimento, ela descobriu que a menina tinha Síndrome de Down.
“A primeira dificuldade é aceitar. É bem difícil esperar um bebê e, quando ele nasce, receber a notícia de que ele é especial. Porém, depois dessa fase, as coisas vão se ajeitando”, disse.
Segundo Dona Aparecida, o primeiro passo é aceitar e, a partir daí, buscar conhecimento para superar os obstáculos, que são grandes, começando muitas vezes dentro da própria família. “Se a família aceita, você já não está sozinha”, comentou.

Ela lembra, no entanto, que é preciso autopoliciamento por parte dos familiares para não comprometer o desenvolvimento da criança, rotulando-a como incapaz de realizar atividades ou introduzindo um pensamento vitimista. “Apesar de a rotina ser bastante trabalhosa, desgastante e exigir cautela, no final tudo é muito gratificante”, finalizou.
Malu hoje tem 35 anos e já concluiu Bacharelado e Mestrado em Educação Física.

