Assim como na primeira infância, a vacinação é muito importante no período da adolescência
A médica pediatra e infectologista Dra. Laura Machado também ressalta o uso de vacinas nessa fase da vida. “Assim como na primeira infância, a vacinação é muito importante no período da adolescência. Nessa faixa etária, existem vacinas essenciais, e é necessário atenção para não deixar de fazer nenhuma delas, pois todas são importantes”, frisou. “A vacina para o Papilomavírus humano (HPV) está recomendada a partir de 9 anos de idade, e está disponível tanto no SUS quanto na rede privada, porém, há diferença entre elas. A recomendação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é uma dose da vacina HPV4, enquanto que, na rede privada, há uma ampliação para tipos adicionais, com a vacina HPV9, com a recomendação de duas doses com intervalo de 6 meses entre elas”, destaca a médica.
Ela prossegue abordando outros imunizantes. “Além disso, o SUS disponibiliza a vacina da Meningite ACWY aos 11 anos de idade, assim como na rede privada. A vacina para difteria e tétano (dT) está disponível no PNI para adolescentes de 14 anos, e na rede privada, há a disponibilidade da vacina dTpa para ser realizada entre 9 e 11 anos, sendo o reforço recomendado com a dT após 10 anos. Já a vacina para o vírus Influenza está recomendada anualmente para os adolescentes. E é fundamental checar o histórico vacinal para outras doenças, como a vacina para a hepatite A e hepatite B, a vacina tríplice viral, varicela, meningocócica B, Dengue, Febre Amarela e Covid-19, por exemplo”.
Segundo Dra. Laura, a vacinação é uma estratégia fundamental para prevenção de doenças, e a consulta do adolescente é um momento importante para checar a caderneta de vacinas e identificar as que possivelmente ficaram atrasadas no período da infância, bem como realizar as vacinas próprias para a idade. “Além disso, a vacinação na adolescência se torna especialmente importante também na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a hepatite B e o HPV. A vacinação protege os adolescentes contra doenças graves, além de contribuir para uma melhor qualidade de vida”.
