Mais autoestima durante a quimioterapia

Dra. Luiza Barbosa, médica oncologista, explica os benefícios da crioterapia capilar para reduzir a queda de cabelo dos pacientes

Quando se fala em tratamento do câncer, qual é a primeira imagem que vem à mente? Para muitas pessoas, a resposta está associada à queda de cabelo — um dos efeitos colaterais mais conhecidos e temidos dos tratamentos oncológicos e que pode causar um impacto significativo na autoestima e na qualidade de vida dos pacientes.

Mas e se existisse uma forma de preservar os fios e minimizar a queda de cabelo ao longo da quimioterapia? É justamente essa a proposta da crioterapia capilar, um recurso cada vez mais presente no cuidado oncológico e que está disponível na Clínica Santa Maria, beneficiando pacientes de toda a região.

AutoestimaPara abordar essa novidade, ouvimos a médica oncologista Dra. Luiza Barbosa. Com graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos (FMC), Graduação em Clínica Médica pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Graduação em Oncologia Clínica pela Beneficência Portuguesa de São Paulo, ela começa explicando os benefícios da crioterapia capilar e o contexto em que a técnica costuma ser mais indicada aos pacientes.

“A crioterapia capilar é uma estratégia usada para reduzir a queda de cabelo induzida pela quimioterapia. Ela consiste no resfriamento do couro cabeludo durante a infusão de determinados quimioterápicos, por meio de uma touca especial conectada a um sistema de refrigeração ou por meio da utilização de toucas de gel trocadas periodicamente. Esse procedimento costuma ser mais indicado para pacientes que vão receber tratamento quimioterápico com alto risco de queda de cabelo. Pode ser utilizado em vários esquemas de tratamento contra cânceres de mama, cânceres ginecológicos, câncer de próstata, entre outros”, conta Dra. Luiza. “Mas também é importante ressaltar que a crioterapia capilar não é eficaz para todos os tipos de tratamento, por isso deve ser sempre discutida individualmente com o seu médico”, acrescentou.

A médica detalha também como é o protocolo seguido pela Clínica Santa Maria nesses casos. “Antes de optar pela crioterapia capilar, nossos pacientes recebem orientação da equipe de enfermagem sobre os benefícios, limitações, possíveis desconfortos e contraindicações do procedimento. Após esse momento de esclarecimento, a decisão de realizar ou não a crioterapia é tomada em conjunto, de forma informada e respeitando a preferência de cada paciente. Caso opte-se por realizar o procedimento, o paciente faz uso da touca térmica na própria sala de infusão de quimioterapia, com todo o conforto, privacidade e acolhimento, além do preparo da nossa equipe”, disse.

Por fim, Dra. Luiza Barbosa revela como preservar os cabelos pode fazer diferença durante o tratamento oncológico. “A preservação dos cabelos durante a quimioterapia não representa apenas um benefício estético. Para muitos pacientes, ela contribui para a manutenção da autoestima, da identidade e da sensação de normalidade ao longo do tratamento. Além disso, pode reduzir o impacto emocional da queda do cabelo, preservar a privacidade em relação ao diagnóstico e melhorar a qualidade de vida. Embora a crioterapia capilar não seja eficaz em todos os casos, quando bem indicada, ela pode tornar a experiência do tratamento menos desgastante e mais acolhedora para o paciente”.