
O Dia Nacional do Musicoterapeuta é celebrado anualmente no Brasil em 15 de setembro. Contudo, muitas pessoas ainda desconhecem a profissão e os benefícios desse trabalho tão significativo e bem fundamentado.
Chamamos de musicoterapia a atividade profissional que utiliza a música para fins clínicos em ambientes médicos, escolares e outros, direcionada a pessoas, grupos, famílias ou comunidades, objetivando melhorar a aprendizagem, a qualidade de vida e a saúde física, mental e social do ser humano.
No ano de 2024, o trabalho do musicoterapeuta passou a ser regulamentado pela Lei Federal 14.842, que, além de determinar suas áreas de atuação, definiu como exigência para o exercício profissional a graduação ou pós-graduação lato sensu em Musicoterapia, realizada em instituição reconhecida.
Hoje, é mais comum ouvirmos o termo musicoterapia ou musicoterapeuta. E essa expansão da atividade profissional em termos de estudos e prática tem sido notória também no município de Campos e arredores.
No mês passado, por exemplo, a cidade recebeu o I Fórum Regional de Integração da Musicoterapia – Norte e Noroeste Fluminense. O evento foi patrocinado pelo Centro Cultura Musical e realizado pela Comissão Regional da Associação de Musicoterapia do Estado do Rio de Janeiro (AMTRJ) na sede da ONG Orquestrando a Vida. Entre o público, figuraram musicoterapeutas, estudantes da área, gestores públicos (Saúde, Educação e Assistência Social) e profissionais de áreas correlatas, demonstrando a extensão e profundidade do campo de trabalho.
Para entender melhor a realidade e as perspectivas profissionais do musicoterapeuta em Campos e região, o Mania de Saúde ouviu a Presidente da Comissão de Formação da União Brasileira das Associações de Musicoterapia (UBAM), Mestre Sarah Costa Pereira, que desenvolve na cidade diversos projetos de cunho local e até mesmo nacional.
Mania de Saúde – Como você percebe o movimento entre a procura de pacientes por profissionais, oferta de atendimento especializado e formação para musicoterapeutas na região?
Sarah Costa Pereira – Tenho observado um grande desafio. A demanda cresce mais rapidamente do que a oferta de serviços especializados. A maior parte dos atendimentos ainda acontece na rede privada, embora existam iniciativas importantes em instituições sociais e algumas experiências na rede pública que demonstram o potencial da musicoterapia como política de cuidado. Outro aspecto relevante é a necessidade de ampliar a formação continuada e os espaços de supervisão clínica para musicoterapeutas, formação permanente e produção científica. Também é preciso investir na construção de redes colaborativas entre saúde, educação e assistência social.
