Esse cuidado pode acelerar a recuperação das feridas

Quantas vezes você já se deparou com alguma ferida e saiu em busca do primeiro curativo que lhe veio à cabeça? Pois é. Em situações corriqueiras, como o machucado de uma criança ou uma lesão no idoso, a reação mais comum é querer logo proteger o local, mas sem considerar necessariamente o produto mais adequado para aquela ferida. Quando ela se agrava, porém, esse cuidado deve ser ainda maior, a fim de não comprometer o processo de cicatrização.

É o que alerta a enfermeira Dra. Ângela Amaral, responsável pela loja Só Pele. “O sucesso no tratamento avançado de feridas depende menos da simples escolha de uma cobertura e mais da compreensão da fisiopatologia da lesão. Cada fase da cicatrização apresenta necessidades específicas de hidratação, absorção, remoção de tecido desvitalizado e proteção do tecido recém-formado. A cicatrização eficiente ocorre quando o profissional compreende o momento de fornecer água ao leito da ferida, quando remover o excesso de exsudato e quando preservar um microclima estável para favorecer a reepitelização. O objetivo não é manter a ferida permanentemente úmida, mas sim equilibrar continuamente esse ambiente”, afirma.

A enfermeira Dra. Ângela Amaral, responsável pela loja Só Pele

Segundo Dra. Ângela, a água é um dos principais moduladores do processo cicatricial, exigindo, assim, um equilíbrio adequado, conforme as necessidades da ferida. “Na presença de necrose ou fibrina aderida, o aumento da umidade favorece a ação das enzimas endógenas responsáveis pelo desbridamento autolítico. Entretanto, quando o exsudato se torna excessivo, ocorre maceração das bordas, aumento da atividade das metaloproteinases (MMPs), maior carga inflamatória e atraso na formação do tecido de granulação. O manejo moderno das feridas, portanto, consiste em fornecer ou remover água conforme a necessidade clínica da lesão”.

Um produto que vem se destacando, nesse sentido, é o HydroClean®. “O HydroClean® representa uma evolução dos curativos hidroativos. Diferentemente dos hidrogéis convencionais, sua tecnologia utiliza um núcleo de poliacrilato superabsorvente, previamente ativado com solução de Ringer. Esse sistema promove uma ação dinâmica: libera continuamente solução de Ringer para hidratar tecidos desvitalizados; promove lavagem contínua do leito da ferida; favorece o desbridamento autolítico; absorve exsudato, fibrina, bactérias e mediadores inflamatórios e auxilia na redução da carga de metaloproteinases presentes no exsudato. Esse mecanismo mantém a limpeza progressiva da lesão enquanto estimula a formação de tecido de granulação saudável. Estudos clínicos descrevem melhora da limpeza do leito, redução de biofilme e progressão da cicatrização em feridas complexas tratadas com curativos hidroresponsivos, como destacou o Portal de Pesquisa da Universidade de Huddersfield”.

Após o controle da necrose e da fibrina, a necessidade da ferida muda. Nessa fase, o objetivo deixa de ser a remoção de tecido inviável e passa a ser a preservação de um ambiente biologicamente estável. É nesse contexto que coberturas superabsorventes assumem um papel fundamental. “Curativos como o Zetuvit® Control mantêm o chamado ‘equilíbrio do microclima’, controlando o excesso de exsudato sem ressecar o tecido viável. Sua elevada capacidade de absorção reduz a maceração perilesional, mantém temperatura adequada e preserva níveis ideais de umidade para continuidade da granulação e posterior reepitelização. Esse conceito está alinhado às recomendações internacionais, que destacam a importância do controle da umidade como um dos pilares do preparo do leito da ferida”, diz Dra. Ângela.

A escolha da cobertura, portanto, deve acompanhar a evolução biológica da lesão. “Na fase de necrose, o foco está na hidratação controlada, no desbridamento autolítico e na remoção de biofilme e tecido desvitalizado, com o HydroClean® atuando como excelente opção. Já na fase de granulação, a prioridade é o controle do exsudato, bem como a proteção do tecido recém-formado e a manutenção do microclima ideal, com a associação de coberturas superabsorventes, como Zetuvit®. Já a fase de reepitelização se caracteriza pela proteção contra trauma, manutenção da hidratação fisiológica, menor frequência de trocas e preservação das bordas da ferida. Essa sequência terapêutica respeita a fisiologia da cicatrização e aumenta as chances de fechamento eficiente da ferida”.