Empresas que ignoram redes sociais e atendimento online correm sérios riscos
A tecnologia transformou a vida dos consumidores, que hoje preferem o conforto de comparar preços na internet e escolher onde comprar sem sair de casa ou do trabalho. Antes de visitar uma loja física, muitos procuram informações em perfis de redes sociais, verificam avaliações em sites de busca e procuram atendimento por aplicativo de mensagem. Quando não encontram respostas rápidas ou conteúdos atualizados, migram para concorrentes que oferecem uma experiência mais ágil.
Para especialistas em varejo, a digitalização deixou de ser um diferencial e passou a representar uma necessidade estratégica. Além de ampliar a visibilidade da marca, as plataformas digitais permitem estreitar o relacionamento com clientes, divulgar promoções e gerar novas oportunidades de negócio. Mesmo assim, estar presente no ambiente digital virou um desafio para muitos comerciantes, que por vezes enfrentam limitações de tempo, recursos financeiros e capacitação técnica.
Em Campos dos Goytacazes, enquanto muitos empresários já investem em conteúdo digital, atendimento online e divulgação pelas redes sociais, outros ainda mantêm presença limitada na internet ou não exploram plenamente as ferramentas disponíveis. A questão levanta um debate importante: até que ponto a falta de digitalização pode comprometer a competitividade e o crescimento dos negócios locais? Para responder a essa pergunta, ouvimos Adel Nassar Abou Rejeili, vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos, entidade que recentemente completou 63 anos de representação dos interesses de comerciantes e prestadores de serviços associados.
Mania de Saúde – O senhor acredita que a digitalização do comércio é uma tendência ou uma necessidade para a sobrevivência dos negócios nos próximos anos?
Adel Nassar – Nós acreditamos que a digitalização do comércio é uma necessidade para que as empresas continuem no mercado. E quem não acredita vai acabar ficando do lado de fora. O consumidor hoje tem acesso à internet e consegue acessar outro mercado.
Mania de Saúde – Diante da mudança no comportamento do consumidor, como a CDL avalia a presença digital do comércio local atualmente? Existe alguma estimativa de adesão?
Adel Nassar – Nossa avaliação enquanto Câmara de Dirigentes Lojistas é de que os empresários precisam acompanhar a tecnologia. Hoje temos um percentual considerável de associados ativos no mercado digital. Todavia, é preciso que mais deles se adaptem a essa tendência. Por isso, realizamos assembleias e convidamos outras empresas do ramo tecnológico para analisarmos as melhores propostas de negócios.
Mania de Saúde – Quais riscos os pequenos comerciantes correm ao negligenciar ferramentas como Instagram, WhatsApp Business e outras plataformas digitais de relacionamento com o cliente?
Adel Nassar – Se os pequenos comércios não acompanharem, também serão prejudicados. Eu acredito que, no final das contas, todos terão que aderir às plataformas. Todavia, diante dessa necessidade, a CDL se preocupa e também busca alternativas com custos e recursos mais acessíveis aos pequenos e microempresários.
Mania de Saúde – Quais são as principais dificuldades encontradas pelos empresários de Campos para investir em digitalização e marketing digital? E como a CDL lida com isto?
Adel Nassar – Dentre os principais entraves com os quais nossos empresários se deparam no processo de digitalização está a dificuldade em encontrar empresas adequadas para a implantação desse sistema em seus comércios. A CDL não somente está acompanhando esta situação, como está se movendo em prol de soluções. Nas nossas reuniões de diretoria, sempre levantamos possibilidades de parcerias para inserir todo nosso quadro de comerciantes nesta nova realidade.
