As médicas Dra. Érika Guerra (cirurgiã-plástica) e Dra. Paloma Miguel (angiologista e cirurgiã vascular)O lipedema é, de fato, o assunto do momento, ganhando cada vez mais atenção na área da saúde. É uma boa oportunidade, portanto, para ressaltar o caráter multidisciplinar da doença, já que se trata de um quadro complexo, trazendo uma série de manifestações vasculares e hormonais, além de repercussões inflamatórias e metabólicas relevantes, o que exige uma abordagem integrada entre diferentes especialistas para garantir um cuidado mais qualificado ao paciente.
No que diz respeito à medicina, o lipedema está bastante relacionado à área da angiologia, sendo comum as pacientes se queixarem não só de desconfortos físicos, mas sobretudo do aspecto visual. Atentas a essa realidade, as médicas Dra. Paloma Miguel (angiologista e cirurgiã vascular) e Dra. Érika Guerra (cirurgiã-plástica) uniram suas expertises para proporcionar uma linha de tratamento para o lipedema, contando com uma abordagem médica integrada, que dispõe de tecnologias inovadoras para beneficiar o atendimento.
O objetivo, segundo elas, é oferecer uma proposta terapêutica moderna e apropriada para enfrentar essa condição. “Hoje em dia, está cada vez mais evidente que o tratamento do lipedema não pode se restringir a uma abordagem isolada. O acompanhamento exige uma integração coordenada entre diferentes especialistas, abrangendo não só médicos, mas também profissionais de educação física, fisioterapia e nutrição, visando atingir melhores resultados. Aqui, no consultório, avaliamos cada paciente de acordo com o grau e as características do lipedema, a fim de proporcionar o direcionamento correto, sobretudo tendo em vista que a doença se manifesta de diferentes maneiras em cada paciente”, afirmam as médicas.
Segundo elas, o lipedema é mais comum no público feminino e costuma se manifestar nos membros inferiores, acometendo coxas, quadris e região do culote. Em casos mais raros, pode atingir também os membros superiores, prejudicando ainda mais o bem-estar dos pacientes. “O atendimento começa com uma avaliação focada no sistema vascular, distinguindo o lipedema de outros padrões de distribuição de gordura no corpo. 80% das pacientes com lipedema, por exemplo, sofrem com varizes, o que aumenta a necessidade de acompanhamento. Em algumas situações, a paciente pode ser candidata à lipoaspiração, contando assim com suporte da cirurgia plástica. Ao elaborar o plano de tratamento, podemos lançar mão de alguns recursos terapêuticos, incluindo uso de enzimas, bem como uma novidade recente do consultório: o circulador sequencial, uma tecnologia de compressão pneumática que atua de forma programada para auxiliar no manejo do lipedema”, afirmam.
O circulador sequencial, como explicam as médicas, possui diversas indicações, beneficiando não só as pacientes com lipedema, mas também outros perfis de público. “O circulador sequencial é utilizado para pré e pós-operatório de cirurgias e para reduzir inchaços nos membros inferiores, além de atuar no recovery de atletas para auxiliar na recuperação muscular. No caso do lipedema, ele oferece um ganho significativo no tratamento, já que as pacientes sofrem um quadro de dor muito importante, relatam manchas roxas nas pernas e coxas, além de inchaço, acúmulo de gordura em áreas localizadas, bem como um grau de inflamação elevado, com características específicas. O circulador sequencial promove a melhora da circulação e auxilia no controle desse processo inflamatório, trazendo alívio e conforto. O aparelho também pode ser empregado na abordagem do linfedema e em situações relacionadas a traumas, demonstrando uma enorme versatilidade, com impacto direto na qualidade de vida de inúmeros pacientes”.

