Conquistar povos inteiros e liderar um império; organizar o pensamento humano a ponto de ser considerado o pai da filosofia; construir uma escultura de mármore e chamá-la Davi; escrever mais de 60 obras literárias robustas até os 47 anos; criar um sistema financeiro que o mundo inteiro usa; graduar-se na universidade aos 11 anos; inventar um robô que faça serviços domésticos; falar 7 idiomas; jogar xadrez com 10 oponentes, ao mesmo tempo e vencer os 10; viver até os 107 anos, lúcida e com vigor. Se você não fez nada disso, você não é uma pessoa extraordinária.
Começo o texto desse mês, citando feitos de pessoas que fizeram coisas grandiosas e ficaram para História, mas que, assim como todos nós, tiveram mãe e pai, foram crianças, precisaram superar limitações de toda sorte e deixaram ou deixarão esse mundo, seja qual for sua crença. Ou seja, a pergunta que fica é por que eu e você, que lê este texto, não fizemos nada de grandioso, e somos pessoas comuns? E por que todo ser humano quer ser extraordinário? É mesmo tão ruim ser “ordinário”, “mediano” ou “convencional”?
Primeiro, por óbvio, se todos fôssemos extraordinários, ninguém seria. Depois, cada um de nós pode e deve desenvolver o que faz de melhor em coisas que parecem simples: ser uma mãe zelosa, um pai exemplar, falar bem o seu próprio idioma; contemplar suas relações pessoais; fazer uma boa comida; cultivar valores que dignifiquem seu lar; ajudar o próximo sem esperar nada em troca. Podia citar inúmeros exemplos, para que tudo isso faça diferença na prática, e não necessariamente para os outros. Por último, mas não menos importante, querer ser extraordinário não é o fim, mas o meio.
O problema é que vendem pra nós a ideia de que ser magnífico é a regra, e se não chegamos lá, falhamos. Na escola, na mídia, na sociedade em geral. Isso é um grande engano, pois não acontece para todos e cria em nós um sentimento ruim de frustração e desapontamento pessoal. Somos diferentes e temos dons diferentes e essa é a maior graça de todas. Não obstante, seremos extraordinários na medida em que saímos da inércia alcançamos um sentimento de vitória por termos atingido o que nos cabe. Quer ser EXTRAORDINARY? Foque no comum, e seja extraordinariamente feliz.
