Andréa Muniz

Publisher, empresária da comunicação, jornalista, engenheira de produção. Com experiência de 25 anos à frente do Mania de Saúde.
Andréa Muniz

A verdade que encontrei no silêncio entre um ano e outro

silêncio entre um ano e outroUma reflexão sobre o desconforto silencioso que sentimos quando o ano se despede: entre expectativas não cumpridas, pequenas conquistas despercebidas e a estranha sensação de que algo ficou pelo caminho — e como esse intervalo emocional pode revelar mais sobre nós do que imaginamos

silêncio entre um ano e outroParece que só nos damos conta de que o ano terminou quando percebemos as luzes de Natal tomando conta das fachadas das casas e do comércio. A sensação é sempre a mesma: o ano voou. Mas, como diz o famoso trava-língua, “O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem… O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem!”. No fim das contas, o tempo não muda — seguimos tendo os mesmos 365 dias de sempre.

Quando essa ficha cai, iniciamos um balanço silencioso sobre o nosso próprio ano. Família, trabalho, amores, saúde, dieta… cada um com a sua realidade e seus pontos de atenção. Confesso que, em vários momentos, tive a sensação de que algo escapou ao meu controle — mesmo com tudo “planejado”. Talvez você também se pergunte: meu planejamento está caminhando como imaginei?

silêncio entre um ano e outroAo ler as matérias desta edição do Mania, encontrei temas que dialogam diretamente com esse meu “planejamento” — e aqui as aspas fazem todo sentido, porque no fim do ano o que mais existe é a distância entre expectativa e realidade. A entrevista com a psicóloga Noísa Rangel sobre a Síndrome de Fim de Ano, a reportagem sobre mastopexia com a cirurgiã plástica Dra. Érika Guerra e o artigo da psiquiatra Dra. Lana Maria sobre TDAH na vida adulta tocaram exatamente em pontos que fazem parte da minha própria trajetória.

Vivenciei essa Síndrome de Fim de Ano — e, com a ajuda da terapia, fui aprendendo a suavizá-la — mas ainda persiste aquela sensação de interregno, um quase-limbo emocional. É curioso, é estranho, e talvez você também sinta algo parecido.

O tema do TDAH na vida adulta também me chama atenção. Vejo tantos sintomas espalhados entre pessoas que conheço, e me reconheço em parte deles. Mas só um profissional capacitado pode dar um diagnóstico preciso. Prometo dividir com vocês quando eu tiver o meu.

E há ainda o sempre adiado “planejamento” de uma cirurgia plástica: datas, recursos, repouso, logística… tudo isso requer calma, organização e coragem.

No fim, o ano realmente termina — e aquilo que não realizamos simplesmente vai para a lista do próximo, em nova ordem de importância. E tudo bem. O essencial é seguir, celebrar o que foi possível e acolher o caminho que ainda vem.

Que você e sua família tenham um Feliz Natal, um Ano Novo cheio de boas novidades e, claro, Mania de Saúde para você também;