Matemática sem medo

Matemática sem medo
A professora Júlia Dutra Pereira

Colégio Bittencourt exemplifica como ensinar matemática de forma interativa faz a diferença

A matemática sempre foi uma das disciplinas mais temidas por grande parte dos estudantes brasileiros. E, pelo visto, ela continua assustando muitos alunos. De acordo com a última edição do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), por exemplo, o nível de ansiedade em relação à matemática aumentou significativamente na maioria dos 81 países avaliados, com o Brasil figurando entre os destaques negativos desse ranking.

Para se ter uma ideia, na média dos países avaliados pelo programa, 65% dos estudantes se sentem ansiosos quanto às notas em matemática e cerca de 40% ficam tensos ou desamparados ao fazerem atividades ligadas à disciplina. No Brasil, porém, os índices são mais altos: 79,5% dos alunos sentem ansiedade com as notas e 62,3% ficam tensos ao resolver problemas matemáticos. Por conta disso, entidades ligadas à educação reforçaram a necessidade de estratégias pedagógicas mais práticas e interativas, com o objetivo de reduzir a ansiedade dos alunos e tornar o ensino da matemática em algo mais sólido e eficiente.

Em nossa região, quem tem dado exemplo nesse tipo de abordagem é o Colégio Bittencourt, que vem obtendo grandes resultados ao adotar ferramentas inovadoras no ensino da matemática, como revela a professora Júlia Dutra Pereira. “Atualmente, ainda vemos alguns estudantes apresentando um certo bloqueio em relação à disciplina, mas eles sempre assimilam melhor o conteúdo quando há mais interatividade em sala de aula. É possível ver, por exemplo, como eles gostam de realizar atividades em grupo, porque isso permite trocar experiências, tirar dúvidas uns com os outros e solidificar o conteúdo trabalhado naquele dia”, diz Júlia. “Além disso, o Bittencourt oferece diferentes recursos tecnológicos para enriquecer o aprendizado do aluno. Ele não pode trazer o celular para o colégio, mas recebe um link com jogos matemáticos para solucionar em casa. Já se tornou comum, inclusive, receber comentários de estudantes e familiares elogiando essa abordagem, que torna o ensino ainda mais dinâmico e transformador”.

Segundo Júlia, as dificuldades com a matemática costumam surgir principalmente durante a transição entre os segmentos, quando a rotina do estudante muda naturalmente, exigindo um período de adaptação e reorganização dos hábitos de estudo. “É natural eles acharem que tudo ficou mais difícil, mesmo revendo alguns conteúdos já estudados. Mas logo vão se adaptando e obtendo confiança, justamente por esse modelo interativo que propomos no ensino da matemática”, conta a professora. “Nesse bimestre, por exemplo, organizamos uma competição interessante. Estávamos estudando o plano cartesiano e propusemos uma disputa para ver quem faria a melhor representação no gráfico. Os alunos interagiram muito bem e, quando o tema apareceu na prova, ninguém errou a questão. Foi uma experiência muito marcante, que demonstra o benefício desse aprendizado”, relatou.

Por fim, Júlia lembra como o próprio ambiente do Colégio Bittencourt favorece essa dinâmica, já que há um grande de sensação de pertencimento dos alunos – e das famílias – perante todo o sistema escolar. “Nosso ambiente é muito acolhedor, pois há uma convivência muito harmoniosa não apenas entre os alunos, mas também entre os professores. Eu mesma estudei aqui no Ensino Médio e pude perceber esse diferencial na prática como aluna”, revela a professora. “Estar em um lugar onde você se sente acolhido e confortável, quase em casa, faz toda a diferença, já que grande parte da vida dos alunos é vivida na escola. Gostar do ambiente e dos professores transforma completamente a experiência de aprendizado”.