Dra. Érika Guerra responde às dúvidas sobre o procedimento em alta nas redes sociais
Para a maioria das pessoas, falar em cirurgia plástica de mamas é praticamente se referir ao uso de prótese de silicone, não é mesmo? Afinal, foram décadas assistindo a cantoras, atrizes e celebridades exibindo um volume e contorno mamário que acabaram moldando toda uma geração, a ponto de muitas mulheres desejarem reproduzir os padrões estéticos difundidos pelas famosas. A cirurgia plástica de mama, porém, envolve muitas outras necessidades, atendendo a diferentes interesses apresentados pelas mulheres e que nem sempre estão relacionados ao uso de silicone.
Um exemplo perfeito para ilustrar essa realidade é a mastopexia, também referida como lifting de mama, que vem chamando a atenção de boa parte do público feminino pelas redes sociais. Para abordar o assunto, o Mania de Saúde ouviu a cirurgiã-plástica Dra. Érika Guerra, que começa explicando a diferença desse procedimento para os outros métodos relativos à mama. “Quando falamos de cirurgia plástica de mama, estamos nos referindo às chamadas mamoplastias, que envolvem diferentes tipos de abordagem. Uma delas é a mamoplastia redutora, cujo objetivo é reduzir o volume mamário em mulheres com mamas muito volumosas, que podem gerar alguns desconfortos devido ao excesso de volume. Já a mamoplastia de aumento é a mais conhecida pela população em geral, pois é feita para aumentar o volume da mama com implante de silicone. A mastopexia, por sua vez, age de forma diferente: ela busca fazer uma suspensão da mama, tratando a flacidez e o caimento mamário sem, necessariamente, precisar aumentar ou reduzir o volume”, afirma Dra. Érika.

As indicações mais comuns para a mastopexia, segundo ela, incluem mulheres que apresentam flacidez ou queda das mamas após gestações e amamentação, grandes variações de peso, predisposição genética ou alterações naturais relacionadas ao envelhecimento. “Em muitos casos, a paciente já apresenta um bom conteúdo mamário e nós apenas reposicionamos a mama, retirando o excesso. O próprio tecido mamário é utilizado para dar forma, aproveitando o volume existente para preencher a região e removendo apenas o que sobra. É como uma modelação mesmo, uma verdadeira modelagem da mama”, explica a cirurgiã.
Ela lembra, no entanto, que algumas situações podem exigir o uso de prótese. “Existem casos em que a gente associa a mastopexia a um implante de silicone, porque às vezes a mulher apresenta pouco tecido mamário. Ela tem uma mama flácida, com excesso de pele e pouco volume. Nessas situações, associamos o implante à mastopexia para reposicionar a mama, suspender o tecido e também recuperar o volume perdido. Tudo vai depender do desejo da paciente e, claro, da avaliação física, que é fundamental nesse processo”, disse.
Além de não oferecer maiores contraindicações, podendo ser feita tanto por jovens quanto por mulheres de mais idade, a mastopexia se destaca por atingir um objetivo que muitas mulheres ainda creditam ao uso de silicone, como lembra Dra. Érika. “Recebo muitas pacientes querendo levantar a mama, a fim de deixá-la mais firme e com melhor sustentação, atribuindo esse resultado à prótese. Mas o silicone não é para isso. Ele serve apenas para preencher o volume e aumentar o tamanho das mamas, não para levantá-las. O que realmente suspende a mama é a mastopexia”, revela a cirurgiã. “O termo ‘pexia’ vem justamente dessa ideia de fixar e sustentar. É como se fosse uma ‘pence’: o cirurgião remove o excesso de pele, reorganiza o tecido mamário e refaz o desenho da mama, devolvendo assim a firmeza e o formato natural. É um procedimento que pode ser realizado por mulheres de diferentes idades, tendo impacto direto no resgate da autoestima e do próprio bem-estar”.
