As varizes, caracterizadas pela dilatação e tortuosidade das veias, afetam milhões de brasileiros e podem comprometer tanto a saúde quanto a estética. Embora sejam mais comuns nas pernas, essas alterações vasculares podem surgir em outras partes do corpo, causando desconforto, dor e inchaço. Especialistas alertam que fatores como hereditariedade, sedentarismo, obesidade e longos períodos em pé ou sentado aumentam o risco de desenvolver o problema. O tratamento evoluiu nos últimos anos, oferecendo opções menos invasivas e mais eficazes. Ainda assim, a prevenção continua sendo a principal aliada para evitar complicações.
Para abordar o tema, ouvimos a médica Dra. Aline Yamaguti, que é especialista em angiologia, focada no tratamento de doenças vasculares. Com uma abordagem cuidadosa e inovadora, ela se dedica a proporcionar um cuidado individualizado para seus pacientes, garantindo diagnósticos precisos e tratamentos eficazes para a saúde dos vasos sanguíneos. Confira!

Mania de Saúde – Quais são os principais fatores que contribuem para o surgimento das varizes e quem está mais suscetível a desenvolvê-las?
Dra. Aline Yamaguti – Os principais fatores incluem a hereditariedade, sexo feminino, idade, gestações, obesidade, sedentarismo e algumas profissões que exigem longos períodos em pé ou sentado.
Mania de Saúde – Além da questão estética, quais riscos à saúde as varizes podem trazer se não forem tratadas?
Dra. Aline Yamaguti – As varizes são uma condição crônica e evolutiva se não forem tratadas. Além da questão estética, podem progredir para a formação de feridas, manchas na pele, hemorragias ou até mesmo trombose nos casos mais avançados.
Mania de Saúde – Quais são os tratamentos mais modernos e eficazes disponíveis hoje para varizes e como eles funcionam?
Dra. Aline Yamaguti – Além do tratamento clínico e terapia compressiva, que são fundamentais para o controle da doença, existem atualmente diversos tratamentos disponíveis, que incluem: cirurgia, escleroterapia convencional ou por espuma densa, ablação a laser ou ablação por radiofrequência. Cada paciente deve ser avaliado de forma individualizada, a fim de definir a melhor opção disponível para seu caso. As principais medidas preventivas incluem controle do peso, atividade física regular, uso de meias compressivas, hidratação adequada e uma alimentação balanceada.
