O impacto do ácido hialurônico na estética facial

ácido hialurônico na estética facialVocê já reparou como o ácido hialurônico parece estar em toda parte? Basta se dirigir aos consultórios de dermatologia, às prateleiras do supermercado ou das farmácias para perceber como a substância passou a integrar uma grande variedade de produtos, sendo vista por muitos como o caminho mais fácil para atingir o rejuvenescimento. Mas nem tudo é tão simples quanto parece. Apesar de todo o apelo da indústria, o uso de ácido hialurônico exige avaliação especializada, a fim de alcançar bons resultados no cuidado com a pele.

Isso é importante, sobretudo, para evitar um problema cada vez mais comum hoje em dia: o número de consumidores que compram produtos com ácido hialurônico em farmácias e se frustram ao não obter o tão almejado efeito rejuvenescedor. Mas, afinal, qual a diferença entre os produtos? O que distingue o ácido hialurônico encontrado em drogarias do ativo utilizado em clínicas dermatológicas? Para responder a essas perguntas, ouvimos Dra. Karine Franco, médica com pós-graduação em dermatologia, que integra a equipe médica da Clínica Santa Maria.

“O ácido hialurônico presente em creme ou em sérum possui baixa concentração e moléculas menores, servindo para hidratar a camada superficial da pele. Ele atua atraindo e retendo água, deixando a pele mais macia, viçosa, prevenindo o aparecimento de linhas finas, mas não possui efeito de preenchimento. O resultado é gradual e depende de uso contínuo”, afirma Dra. Karine. “Já o ácido hialurônico injetável é mais concentrado e denso, permitindo que a substância permaneça nas camadas profundas da pele por meses. É usado para correção volumétrica, equilíbrio de assimetrias e definição de contorno facial, por exemplo. O efeito é imediato”, acrescentou.

A expansão do mercado de cuidados com a pele e a busca por procedimentos estéticos menos invasivos são alguns dos fatores que ajudam a entender o crescente interesse pelo uso de ácido hialurônico. Com a exposição alavancada pelas redes sociais, que fazem as pessoas darem maior atenção à imagem pessoal, o ácido hialurônico passou a ser requerido até mesmo pelo público mais jovem, a fim de prevenir os sinais de envelhecimento. “A partir dos 25 anos, a produção natural de ácido hialurônico no organismo começa a diminuir gradualmente. Essa queda, ao longo do tempo, contribui para a perda de firmeza, elasticidade e volume da pele, resultando em rugas, linhas finas e flacidez”, explica Dra. Karine.

Com pós-graduação em Dermatologia pelo Instituto IMS do Hospital da Gamboa e pós-graduação em Tricologia Médica pela BWS, ela ressalta que, apesar dessa crescente demanda, é importante agir com cautela. “O uso exagerado de ácido hialurônico tem sido uma preocupação crescente no cenário atual da harmonização facial, levando a resultados artificiais, conhecidos como ‘overfilled face’. Porém existe uma forte tendência para os próximos anos na busca de resultados mais naturais, mais leves e procedimentos de ‘quiet beauty’ (beleza silenciosa), priorizando a bioestimulação de colágeno”, destacou a médica.

Segundo ela, os principais erros e complicações com o uso do ácido hialurônico injetável são: excesso de produto, causando um preenchimento exagerado e artificial; aplicação superficial, resultando em nódulos; inchaço persistente ou coloração azulada na pele e assimetrias. “Para evitar resultados artificiais o segredo é priorizar a naturalidade, o planejamento estratégico e a escolha de um profissional qualificado”.