
Entenda como o tratamento osteopático pode ajudar em casos de cólicas, refluxo e disquesia
A chegada de um bebê sempre traz uma infinidade de alegrias, mas também é repleta de desafios. Afinal, nos primeiros meses de vida, é comum enfrentar situações complicadas, muitas vezes sem saber como agir para resguardar a saúde da criança. Basta citar a ocorrência de cólicas, refluxo gastroesofágico e disquesia, que tanto assustam os pais de primeira viagem. O que muitos não sabem, porém, é que o tratamento osteopático se tornou uma importante alternativa para lidar com esses desconfortos, auxiliando diretamente no cuidado ao bebê.
É o que conta, ao Mania de Saúde, o Fisioterapeuta Osteopata Dr. Rafael Malafaia Quintan, da Osteoclinic Kids, que é referência nesse segmento em nossa região. “Cólicas, refluxo e disquesia muitas vezes estão associados à imaturidade do sistema gastroesofágico do bebê. Isso porque, durante a gestação, a nutrição ocorre por meio do cordão umbilical e, após o nascimento, esse sistema passa a funcionar de forma autônoma, em um processo de adaptação que pode gerar desconfortos. É nesse contexto que a osteopatia contribui de forma significativa para o cuidado do bebê, ajudando o corpo a se organizar de forma natural”, disse.
Mas por que alguns bebês sofrem tanto com esses sintomas e outros não? De acordo com Dr. Rafael, tudo depende de como ocorreu a gestação e o parto. “Bebês que enfrentaram mais compressões nesse período apresentam mais tensões corporais ao nascer. O histórico da criança, portanto, é fundamental. Na avaliação osteopática, cada detalhe é relevante, já que analisamos toda a trajetória gestacional, incluindo fatores como: posicionamento do bebê (pélvico, transversos), aumento de líquido amniótico, aumento da pressão intrauterina, circular de cordão umbilical, parto com complicações e de longa duração, entre outros. Tudo isso pode fazer com que o bebê nasça com tensões que afetam o desenvolvimento. A osteopatia identifica essas questões e ajuda o corpo do bebê a se ajustar a esse novo momento”.
Quais são as intervenções?
Em casos de cólicas, a osteopatia utiliza toques e manobras de conforto. A massagem suave na barriga do bebê, por exemplo, contribui para aliviar o gás acumulado, utilizando uma abordagem que busca promover o conforto abdominal. “Como cuidados complementares, o uso de bolsa de água quente envolta em uma toalha, manter o bebê em ambiente tranquilo, embalar ou oferecer banhos mornos também podem reduzir o incômodo”, orientou Dr. Rafael.
O refluxo, por sua vez, também pode gerar desconforto. Além da regurgitação, os bebês podem apresentar irritabilidade após as mamadas, dificuldades para dormir e, em alguns casos, perda de peso. “Ao identificar restrições de movimento ou tensão acumulada, o osteopata atua para favorecer o funcionamento natural do corpo. Como medidas de apoio, é indicado manter o bebê na posição vertical após as mamadas, oferecer leite em quantidades menores e frequentes e manter a alimentação em ambiente calmo, contribuindo para reduzir os episódios de refluxo”.
Já a disquesia refere-se à dificuldade em evacuar, resultando em esforços intensos. O bebê pode chorar durante as tentativas e apresentar fezes infrequentes ou endurecidas. “O osteopata vai avaliar o funcionamento do abdômen e da pelve, ajudando a melhorar a coordenação dos movimentos e a adaptação do organismo. Oferecer água ou, no caso de bebês amamentados, aumentar a frequência das mamadas pode ajudar a amolecer as fezes. Movimentos suaves de pedal com as pernas também podem estimular o intestino”, explica Dr. Rafael. “A osteopatia pode fazer uma grande diferença nesse processo. Sempre converse com um pediatra ao perceber qualquer sinal de desconforto. Atenção e informação podem transformar os primeiros meses em um período muito mais tranquilo e seguro para o seu bebê”.
