Dr. Matheus Rangel demonstra como o tratamento se tornou mais prático e confortável para os pacientes
É comum achar que certas doenças não dizem respeito à nossa vida, não é mesmo? Muitas vezes, sequer conhecemos algumas condições de saúde, mesmo estando cercados de informações 24h por dia. Mas basta um determinado problema bater à nossa porta para essa realidade se transformar, fazendo-nos buscar respostas rápidas para aquele desconforto. Um exemplo bastante recorrente é o cisto pilonidal. Você já ouviu falar dele?
Pois é. O cisto pilonidal é uma alteração que se desenvolve sob a pele, geralmente na região do cóccix, onde ocorre o acúmulo de pelos e fragmentos de pele, gerando inflamação e desconforto. Relativamente comum em jovens e adultos, o cisto pilonidal pode ocasionar também febre, náuseas e chegar até a formação de fístulas (pequenos orifícios) caso não seja devidamente tratado.
Recentemente, a condição ganhou notoriedade por meio do relato da influenciadora Dora Figueiredo, que viralizou na internet ao dar detalhes sobre as cirurgias realizadas por ela para tratar uma inflamação na região do ânus. O caso lançou luz sobre os problemas relacionados a essa parte do corpo, levando especialistas a chamar a atenção para os efeitos do cisto pilonidal e, também, do abscesso perianal, que consiste na inflamação de uma glândula mais próxima ao ânus.
O diagnóstico do cisto pilonidal é primariamente clínico, sendo realizado pelo médico coloproctologista, com exame físico da região do cóccix, buscando avaliar sintomas como dor, inchaço, vermelhidão e a presença de pequenos orifícios que podem drenar pus ou sangue. Já o tratamento vai depender do estado do paciente: em alguns casos, apenas drenar o cisto no consultório já é suficiente, mas, em outros, será necessário realizar uma cirurgia para que o cisto seja removido por completo.
“As cirurgias para tratar o cisto pilonidal evoluíram muito nos últimos anos, trazendo resultados mais efetivos aos pacientes”, revela o médico coloproctologista Dr. Matheus Rangel, que é especialista nesse tipo de procedimento. “Diferente das cirurgias tradicionais, hoje o laser é utilizado para destruir o cisto de forma segura, sem a necessidade de remoção e com uma ferida muito menor. O procedimento é rápido e geralmente realizado sob anestesia, levando apenas alguns minutos. A luz laser é direcionada para a área afetada, proporcionando benefícios notáveis a cada paciente”, relatou.
Segundo Dr. Matheus Rangel, o uso do laser revolucionou o tratamento dessa condição, já que ele possui propriedades anti-inflamatórias, reduz o inchaço e irritação ao redor do cisto, promove a cicatrização de tecidos e acelera o processo de recuperação. “Esse tipo de tratamento é considerado menos doloroso, resultando em menos complicações. A eficácia do tratamento a laser, contudo, pode variar de pessoa para pessoa. A decisão sobre a abordagem deve ser feita em consulta com o coloproctologista, que indicará a conduta mais adequada”, destacou.
Em vez de cirurgias de grande porte, marcadas por incisões extensas e longos períodos de recuperação, agora o paciente pode contar com um procedimento bem menos invasivo, associado a menor dor no pós-operatório, bem como ferida mínima e máximo conforto. “O procedimento costuma ter curta duração e é realizado a nível ambulatorial, permitindo que o paciente receba alta poucas horas após a cirurgia e inicie a recuperação rapidamente. É, de fato, uma abordagem inovadora para tratar o cisto pilonidal, contribuindo para um cuidado mais adequado a quem convive com essa condição”.
