Problema afeta quase um terço da população do país
Cerca de 30% da população brasileira tem algum tipo de alteração intestinal relacionada à constipação. Popularmente chamada de “prisão de ventre”, a Constipação Intestinal se caracteriza por uma situação em que a pessoa evacua pouco (menos de 3 vezes por semana) e/ou sob grande esforço. Portanto, para definir a Constipação Intestinal, deve ser levado em conta não apenas a frequência de evacuações, mas também a consistência das fezes, o grau de esforço para eliminar as fezes e a presença ou não de dor.
Quem nos fala sobre o tema é a médica gastroenterologista Dra. Karla Glaysia Lourenço. “Existem vários fatores associados à Constipação Intestinal. Idade, sexo feminino, uso de medicamentos, hidratação e consumo de fibras insuficientes, estresse excessivo, ignorar a vontade de ir ao banheiro, ansiedade, inatividade física, mudanças de rotina como viagens, são alguns desses fatores. A Constipação Intestinal é mais prevalente entre mulheres e em idosos, mas pode ocorrer em crianças, adolescentes, adultos e gestantes”, explicou.
Depois de compreender que cada pessoa tem seu ritmo, existem algumas atitudes simples para aliviar os sintomas. “Consumir mais fibras, beber muito líquido, exercitar-se com frequência, não ‘prender’ quando tiver vontade de ir ao banheiro, fazer as refeições nos mesmos horários todos os dias e mastigar bastante e lentamente são coisas

simples de corrigir no dia a dia. Mas se você observar alguma das características, como a mudança nos hábitos intestinais persistindo por mais de duas semanas, constipação por mais de sete dias, mesmo depois de esforços como mudança na dieta e exercícios físicos, sangue nas fezes e forte dor abdominal, procure uma avaliação médica. Por tratar-se de um sintoma subjetivo e de difícil mensuração pelos pacientes, fazer o diagnóstico correto do tipo de Constipação Intestinal é essencial para a eficácia do tratamento. Um exame que já temos disponível em Campos, considerado importante para avaliar pacientes que sofrem com o intestino preso, é o estudo de Tempo de Trânsito Colônico”, afirma a médica, detalhando esse tipo de abordagem. “Trabalhos científicos evidenciaram que o estudo do Tempo de Trânsito Colônico com marcadores radiopacos é um exame simples, prático e acessível, além de não ser invasivo, sendo considerado de grande utilidade para avaliação do funcionamento intestinal. Consiste no paciente tomar uma cápsula contendo marcadores em forma de anéis muito pequenos e, em seguida, realizar algumas radiografias simples do abdômen, a fim de verificar o tempo que o intestino leva para passagem e eliminação das fezes. Portanto, este método pode indicar um tratamento mais específico, dependendo da causa da constipação”.
