Nesta edição do Mania de Saúde, voltada para homenagear o seu criador, Sylvio Muniz, não poderíamos deixar de fora uma cena que o imortalizou bem antes de o jornal existir. Trata-se da famosa fotografia de Evandro Teixeira, que eternizou a Passeata dos Cem Mil, um dos marcos da luta contra a Ditadura Militar, em 1968, no Rio. Sylvio aparece no destaque e chegou a escrever sobre o episódio no jornal. Segundo ele, um momento sempre a ser lembrado por aqueles que defendem o retorno da intervenção militar no país 

 

Itaperuna e Bom Jesus pararam!

A Tocha Olímpica não passou despercebida pelo Noroeste Fluminense. Itaperuna e Bom Jesus tiveram as principais ruas e avenidas fechadas para a passagem da tocha, no início do mês passado, tornando-se, portanto, as primeiras do Estado do Rio a receber o símbolo olímpico. Professores, comerciantes, alunos e cidadãos em geral suspenderam os afazeres para verem de perto o objeto mais esperado das Olimpíadas. Quem sabe a chama do espírito esportivo não amaine os ódios políticos que o Brasil tem assistido nos últimos tempos? Era o que perguntavam algum dos professores durante o evento. 

Ler é fundamental

A Vimos e Ouvimos vem batendo há muito tempo na tecla do valor da leitura. Felizmente está surtindo efeito: há um pouco mais de leitores no Brasil. Se em 2011 eles representavam 50% da população, em 2015 eles representaram 56%. Mas ainda é pouco. O índice de leitura, apesar da ligeira melhora, indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes. A média anterior era de 4 livros lidos por ano. Os dados são da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Teatro de bolso ocupado

No mês passado, a região acompanhou a ocupação realizada por um grupo de artistas no Teatro de Bolso Procópio Ferreira, em Campos. A queixa inicial do movimento dizia respeito ao espaço estar fechado para espetáculos desde 2013, fato divulgado no Mania de Saúde. O coletivo reivindicava primeiramente a reabertura da casa com plenas condições de funcionamento. Com o passar dos dias, a pauta de reivindicações foi crescendo e foi protocolada na Prefeitura Municipal de Campos. Até o fechamento desta edição, o poder público ainda não tinha se manifestado sobre a aceitação ou não das pautas reivindicadas pelos artistas, que você pode conferir abaixo:

•Administração compartilhada, ficando a cargo da Associação ‪#‎OcupaTeatroDeBolso‬ a administração artística do Teatro, como pautas, projetos internos e divulgação, através de um contrato de concessão de direito real de uso do espaço. E a cargo da Prefeitura, os serviços de manutenção, limpeza, alvarás de licença, técnicos de luz e som, etc.

•Criação de um Fundo do Teatro de Bolso Procópio Ferreira para destinar 1% do IPTU e do ISS para fomentar atividades artísticas do teatro a ser administrado democraticamente pelos artistas.

•Até que este fundo seja criado por lei, solicitamos repasse de verba fixa para despesas oriundas da gestão artística do teatro via crédito adicional no Orçamento Público (LOA 2016), no valor de (trinta mil reais)R$ 30.000,00 /mês, conforme contrato que será proposto pelo Coletivo #OcupaTeatroDeBolso.

•Que todos anteprojetos de lei apresentados pelos artistas sejam encaminhados à Câmara pelo Gabinete da Prefeita em regime de Urgência.

•Destinação 2% do IPTU e ISS para o Fundo Municipal de Cultura (Fundo Geral)

•Destinação de 50% da receita dos aluguéis dos equipamentos culturais do município para Fundo Municipal de Cultura - CEPOP, Trianon

•Reforma e manutenção da parte técnica e estrutura física do teatro permanentemente.

•Reativação dos demais aparelhos culturais do Município que encontram-se fechados: Museu Olavo Cardoso, Palácio da Cultura, Solar do Colégio e Casas de Cultura.

•Apresentação, no prazo previsto pela Lei Federal de Acesso a Informação do contrato celebrado entre a Prefeitura de Campos e a empresa responsável pela reforma do teatro, já devidamente protocolado no Gabinete da Prefeita.

•Presidência Integral do Conselho Municipal de Cultura por um membro da Sociedade Civil.

•Criação de uma pasta exclusiva para a Cultura (Secretaria de Cultura).

 

Texto: 20/05/2016