Luiza Buchaul visitou sete países e 17 cidades em 58 dias de viagem pela Europa

Viajar nunca é demais. Entretanto, a desvalorização da moeda brasileira tem freado o ímpeto dos brasileiros em conhecer novos lugares. A alternativa para viajar e economizar é aderir ao low cost – expressão inglesa que se traduz, literalmente, como baixo custo – ou, como o brasileiro prefere: o estilo mochilão, com pouca bagagem, conforto mínimo e muita disposição. Foi assim que a jornalista Luiza Buchaul passou por sete países e 17 cidades em 58 dias de viagem pela Europa.
A jornalista contou um pouco da experiência em se fazer uma viagem pouco convencional. “Planejei a viagem em aproximadamente seis meses, mas deixei alguns destinos para decidir durante o percurso, conforme as coisas fossem acontecendo. Em alguns lugares, optei por ficar mais tempo para conhecer bem a cidade. Em quase todas viajei sozinha, mas conheci muitas pessoas e fiz vários amigos pelo caminho. Sempre faço viagens low cost, pois é a melhor maneira de reduzir custos e dá a possibilidade de conhecer mais lugares”.

O estilo mochilão sempre reserva aventuras e surpresa, e nem por isso Luiza optaria por uma viagem normal, com luxo e mais conforto. “Foi uma viagem no estilo que eu costumo fazer, mas todo mochilão acaba sendo uma aventura. Mochileiros não costumam prezar muito pelo conforto e comodidade, pois procuram baixo custo, então mesmo uma viagem a Paris pode ser considerada uma aventura”, afirmou a jornalista, vestindo a camisa do time dos mochileiros. “Mochileiros são apaixonados por viagens, então, o importante é conseguir conhecer muitos lugares. No mochilão, com um baixo orçamento e muita pesquisa, é possível ir aonde você quiser”.

Durante quase os dois meses de viagem pelo Velho Continente, Luiza se encantou com Bruges, uma cidade medieval na Bélgica, ficou apaixonada pela região da Toscana, na Itália, se surpreendeu com Madri, na Espanha, e Lisboa, em Portugal, mas elegeu Berlim, na Alemanha, e Paris, na França, como as melhores do roteiro. “É difícil definir qual foi o melhor destino, pois todos são muito ricos, de diferentes formas. Em Paris, há inúmeros museus e construções históricas. Na Itália, a culinária e o turismo religioso são grandes atrativos e Berlim é um museu a céu aberto”, comentou a campista, finalizando com dicas para quem deseja botar a mochila nas costas e viajar. “O segredo é se programar bem e pesquisar sobre os lugares, ler relatos de pessoas que já estiveram lá e depois construir o roteiro de acordo com os interesses. E também é preciso aceitar que sempre ficará alguma coisa de fora. Cidades como Paris, por exemplo, possuem muitas atrações e mesmo com uma semana de viagem não é possível conhecer tudo”.