Novos ventos estão soprando para o esporte em Campos. Quem participou da I Regata Campos de Vela, realizada em Lagoa de Cima, nos dias 17 e 18 de agosto, teve essa exata sensação ao ver tantas pessoas animadas com o evento. Não por acaso, ele atraiu esportistas de diferentes cidades e regiões, demonstrando o potencial da lagoa para sediar esportes dessa natureza no município.
Realizada pelo Yacht Club Lagoa de Cima, em parceria com a Fundação Municipal de Esportes e com a Codemca, a I Regata Campos de Vela já é vista como um pontapé inicial para eventos muito maiores, como contou ao Mania de Saúde o professor Eliemar Campostrini, o Mazinho, um dos organizadores da regata. “O interessante do evento é que, além de tudo ter corrido da melhor maneira possível, a gente teve a representação de três profissionais de outra região, que vieram de Búzios, Araruama e Vitória. O pessoal elogiou bastante a regata, como foi o caso do Ricardo Conte, representante de Vitória, que ficou bastante animado com o potencial da lagoa para o windsurf. O vento também marcou uma presença ótima e tudo conspirou para que tivéssemos uma excelente regata para os amantes do esporte”, disse Mazinho.
A história dele com o windsurf, aliás, é antiga na cidade. Natural do Espírito Santo, Mazinho morou muito tempo em Minas Gerais, mas depois veio para o estado do Rio e acabou fazendo doutorado, atuando como professor da UENF desde o início da década passada. Naquele tempo, ele já tinha feito um curso de windsurf em Brasília, após ter morado lá e, ao passar a velejar no Yacht Club Lagoa de Cima, onde criou uma escolinha, Mazinho ensinou a modalidade a diversos professores da UENF, bem como a outras pessoas no município, difundindo a paixão pelo windsurf por toda a planície.
“Lembro, inclusive, que tivemos um apoio muito grande do Mania de Saúde, na pessoa do Sylvio Muniz. Ele incentivava bastante o esporte e divulgava os nossos eventos. Já realizamos muitos deles ao longo desses 20 anos e a I Regata Campos de Vela veio para somar a essa trajetória de eventos na área de windsurf, sempre estimulando a prática dessa modalidade na lagoa, que é o mais importante”.
Por falar nela, Mazinho ressalta como o ambiente é propício não apenas para o esporte, mas até mesmo para o turismo na cidade. “Vejo a Lagoa de Cima como um cenário esplêndido, porque você tem um visual lindo de montanhas, um vento que permanece sempre lá, em diferentes direções, além de uma qualidade de água impressionante, pois ela é abastecida por dois rios que vêm do Parque Estadual do Desengano, sem falar na proximidade. Tudo ali conspira para velejar, além de servir ao turismo também. Inclusive, alguns participantes da regata já deram a ideia de trazer um campeonato maior para cá, demonstrando o potencial da Lagoa de Cima na área esportiva e turística da cidade”.

Texto produzido em: 22/08/2019