Dr. Wellington Paes abre as portas de sua biblioteca para mostrar o acervo do Mania de Saúde, incluindo a monografia dos jornalistas Sylvio Muniz e Andréa, contendo toda a história do jornal

Ao completar 24 anos, Mania de Saúde tem seu conteúdo resguardado também pela biblioteca particular do médico Dr. Wellington Paes, servindo de contribuição para os estudiosos na posteridade.

Não é a primeira vez que o Mania de Saúde visita aquele espaço. Mas é só entrar ali novamente para sentir a mesma surpresa do primeiro visitante. Quem conhece a biblioteca particular do médico ginecologista Dr. Wellington Paes sabe como aquele rico acervo sobre Campos pode deixar boquiaberto qualquer um que deseja ter acesso a tudo o que já foi produzido no jornalismo (e na literatura) da planície.

A começar pelo próprio Mania de Saúde, que Dr. Wellington, leitor ávido, inclui mensalmente em seu acervo, separando dois exemplares para arquivar conteúdos, num trabalho que parece ter a mesma meticulosidade de um parto. Se o jornal demora um mês para nascer, Dr. Wellington é o obstetra cuidadoso, que dá a luz à história e faz o Mania de Saúde ingressar no difícil edifício da memória coletiva.

“A história precisa e deve ser preservada. Um acontecimento ou um assunto comum de hoje pode fazer muita diferença daqui a uns anos, se tiver sido registrado. Um pesquisador, um historiador ou simples curioso pode pegar aquilo e fazer um estudo importante. Por isso guardo tudo o que chega em minhas mãos, separando os conteúdos em pastas por temas e também autores, além do veículo em si. Tenho todas as edições do Mania de Saúde, tanto do Lagos/Norte como do Noroeste Fluminense, assim como guardo a pasta de temas e dos colunistas-colaboradores do Jornal”, conta Wellington.

Em sua biblioteca, espraia-se uma rica gama de autores que, muitas vezes, sequer lembram daquele material. Daí ser comum muitos deles se espantarem ao ter acesso aos conteúdos guardados por Dr. Wellington, que inclui desde colunistas, jornalistas, poetas, professores e historiadores, até arquivos temáticos, como Carnaval, Música, Teatro, Cinema, Literatura, além de materiais inteiros de cidades, incluindo Campos, Itaperuna, Italva, Cardoso, entre outras.

Um trabalho que, se falta em alguns espaços públicos, sobra na vontade de Dr. Wellington, cujo bom humor aumenta ao lembrar um epíteto criado pelo Mania de Saúde para ele: o “Google campista”. “Com a diferença de que tudo meu está impresso, guardado, registrado, para o bem do futuro”.

Parabenizando o Jornal pelos 24 anos, ele cita a importância do ecletismo do Mania de Saúde e do fato dele discutir ideias, de forma singular e independente, sem interrupções, desde o primeiro número, em 1991. “É, indiscutivelmente, um jornal de peso. O Mania de Saúde está em todos os lugares e não aborda apenas a saúde. Ele ajuda muito a população no esclarecimento, na conscientização de assuntos relativos à qualidade de vida, mas ele também engloba cultura, esporte, educação, consumo etc., porque ele realmente se preocupa em bem informar o leitor. Daí o destaque também para os colunistas-colaboradores, dos quais tenho todos os textos devidamente guardados, como a Opinião do jornalista Sylvio Muniz (editor e proprietário do Mania de Saúde), da professora Arlete Sendra, do professor Fernando da Silveira, da coluna de Veículos & Cia, do Con$umidor etc. Inclusive, guardo com carinho a monografia do Sylvio e da Andréa, que conta toda a história do Mania de Saúde. É um jornal de ideias. E isso, para a sociedade, é fundamental”.

Texto produzido em: 12/05/2015