Quem acompanha o dia a dia da UniRedentor, em Itaperuna, sabe que ali funciona uma instituição um tanto quanto diferente. Basta circular por suas dependências para perceber um elo profundo ligando professores, funcionários e alunos, que chama a atenção pela forma como eles valorizam o ambiente de ensino compartilhado por todos. Isso faz com que a educação saia do mero campo da formalidade para, de fato, transformar a vida das pessoas, incutindo nelas uma sensação que costuma ser definida pela própria UniRedentor como um sentimento de pertença, unindo todos os agentes da educação para atingir o grande objetivo do centro universitário: formar amigos e profissionais.
Para explicitar essa característica, que é a grande mola propulsora da UniRedentor no cenário da educação brasileira, o Mania de Saúde entrevistou o Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão, André Raeli Gomes. Segundo ele, ao contrário do que possa parecer, o sentimento de pertença não nasceu por acaso na UniRedentor: ele é fruto de um trabalho diário, que permeia todas as modalidades de ensino.
“Tudo começou há cerca de oito anos, quando a gente começou a ver as grandes fusões que ocorriam no ensino superior brasileiro, onde os grandes players começavam a ditar as regras mercadológicas, promovendo mensalidades baixíssimas, qualidade de ensino duvidosa, notas de exames acadêmicos sorrateiras, sem qualquer tipo de fidelização, sem um projeto pedagógico robusto e sem, de fato, desenhar um perfil do egresso. Eram instituições que simplesmente criavam uma receita de bolo, que eu posso executar de uma forma e o bolo ficar delicioso, mas você executar a mesma receita e o bolo solar sem que ninguém consiga comer. Vimos que era necessário, antes de tudo, personalizar o ensino. Mas de que forma? Fomentando o sentimento de pertença, fazendo o aluno entender que ele é importante para a instituição em todos os aspectos, indo muito além do seu desempenho acadêmico em sala de aula. Afinal, cada um deles possui nome, sobrenome e uma história repleta de anseios, dores, ganhos, medos, sonhos, necessidades, expectativas, frustrações e a gente resolveu abrir a nossa escuta para isso. Foi transformador”, disse André.
O primeiro passo, nesse sentido, foi reforçar a empatia. “Quando você trabalha a empatia de fato, muitas coisas começam a acontecer. Nosso trabalho extensionista é um grande exemplo disso. Por sermos um centro universitário, temos que ter, na base, o ensino e a extensão como alicerces. E a extensão nada mais é do que você ir para a comunidade, ouvir suas demandas, voltar para a academia, tratar essas demandas e voltar para a comunidade com a solução. Isso é a extensão universitária. É a comunidade perceber que você faz a diferença. E a UniRedentor vem cumprindo muito bem com esse papel exatamente por fomentar a empatia e esse sentimento de pertença, concretizando isso além muros. Nosso objetivo é sair das grades institucionais e ir para a comunidade, mostrando tudo aquilo que podemos fazer de melhor para ela”, afirma André, mencionando os projetos integradores, que transformam a vida em sociedade. “A gente fez um braço mecânico agora para uma criança amputada, realizamos adaptações em acessibilidade para espaços públicos que demandavam adaptações, fizemos e fazemos intervenções médicas, psicológicas, fonoaudiólogas e fisioterapêuticas em várias unidades do SUS, fomentando o sentimento de pertença o tempo inteiro, tanto nas unidades extensionistas, quanto também nas nossas relações cotidianas”.
O Pró-Reitor cita, nesse contexto, a importância do Redentor Games, que surgiu para reforçar essa ideia. “O Redentor Games permite uma integração fantástica de toda a comunidade acadêmica com os nossos alunos, que são o nosso maior patrimônio. O Redentor Games surge como um grande projeto dentro dessa demanda do sentimento de pertença, que é motivo de muito orgulho para nós. Ele nasceu aqui dentro, não copiamos essa atividade de ninguém e ela vem crescendo a cada ano, tanto em número de alunos, quanto em representatividade”, conta André. “Outro exemplo é o Departamento CASA. Ele surgiu em 2012 com a ideia de realmente cuidar do aluno, oferecendo uma assistência em várias vertentes, que é a essência do nosso trabalho. O CASA foi o primeiro grande projeto de sucesso, o Redentor Games veio para promover essa integração, depois fizemos o espaço de convivência para os alunos, fomentando essa relação e respeitando a sua individualidade. Isso faz da UniRedentor uma instituição diferente, que preza pela qualidade do ensino e entende a demanda de cada aluno. A gente busca saber as limitações dele para tratar essas limitações e, assim, promover o seu sucesso acadêmico e profissional.

Texto produzido em: 15/07/2019