Todo cardiopata sabe o quanto a atividade física é imprescindível para sua saúde. Afinal, o hábito de se exercitar, segundo os médicos, é tão ou mais importante do que o uso de medicamentos. Mas como o cardiologista prescreve exercícios para quem é diabético ou sofreu um infarto, por exemplo? De que forma o educador físico atende um cardíaco? Será que os pacientes conseguem obter toda a confiança necessária para criar um ritmo de treinos?
Pode até não parecer, mas esse é um dilema bastante comum na vida de milhares de cardiopatas em todo o país. São pessoas que passaram (e passam) por sérios problemas de saúde e que, por estarem vulneráveis, muitas vezes sentem medo de ir à academia, mesmo sendo tratadas por um médico. A boa notícia é que, para esse público, existe uma novidade extremamente eficaz. Trata-se da reabilitação cardíaca, que estuda o condicionamento físico do paciente para deixá-lo apto às atividades mais indicadas ao seu estado de saúde.  
Em Campos, quem implantou esse serviço, tão presente nos grandes centros, é a ReabiliCor, que funciona dentro da clínica Harmony, na R. Barão da Lagoa Dourada, 242. Lá, a medicina e a fisioterapia se uniram para dar corpo ao serviço, que pretende levar o cardiopata para a atividade física com mais segurança, mostrando que eles podem, sim, se exercitar sem medo nem riscos à saúde.
O médico cardiologista Dr. Rafael Chácar, responsável técnico pela ReabiliCor, falou ao Mania de Saúde sobre a inovação. “A reabilitação cardíaca, para quem não conhece, é uma especialidade cada vez mais em voga na cardiologia. Ela está voltada para pacientes diabéticos, obesos e cardiopatas que sentem dificuldade de entrar numa academia convencional, tanto por medo de sofrer algum problema, quanto por desconhecer seu condicionamento físico. O que a gente propõe é trazer o paciente para iniciar sua rotina de atividade física, mas com uma supervisão médica, dentro de um espaço direcionado para ele. O cardiopata recebe o monitoramento de uma equipe multidisciplinar, formada por cardiologista, fisioterapeuta e educador físico, que vai auxiliá-lo nesse estágio inicial. Assim, fazemos uma ponte entre os médicos, que precisam do seu paciente se exercitando, com os profissionais de academia, que saberão trabalhar melhor aquele indivíduo cardiopata”, conta Dr. Rafael. “Isso é importante porque o paciente sempre tem dúvidas quanto ao condicionamento físico. Que atividade ele realmente pode fazer? Em qual intensidade? A pessoa que sofreu um infarto, por exemplo, nutre uma série de preocupações quanto a isso e precisa ser avaliada com cuidado. A ReabiliCor surge, portanto, para melhorar de vez a capacidade física e funcional do paciente”. 
Esse trabalho de supervisão da ReabiliCor, segundo Dr. Rafael, difere de um simples teste ergométrico, justamente pela natureza do serviço e das condições de cada paciente. “Não estamos falando de um atleta ou de um jovem em boas condições físicas, que faz um teste ergométrico só para saber sua capacidade funcional. Estamos nos referindo a pessoas que portam doenças graves, como a obesidade, ou passaram por cirurgia e necessitam de uma avaliação bem mais apurada. Por isso, na ReabiliCor, classificamos as atividades em: alto, médio e baixo risco. Alto risco de que? De o paciente ter uma arritmia cardíaca durante o exercício, por exemplo. Isso pode acontecer. Mas, na ReabiliCor, ele estará sob um monitoramento multidisciplinar, que vai direcioná-lo às práticas corretas. O paciente faz uma caminhada na esteira, uma bicicleta, mas sempre utilizando o monitor cardíaco. Como cardiologista, estou vendo tudo o que está acontecendo no eletro. O cardiopata, então, vai se condicionando, até o ponto de ser liberado para o educador físico. E este, por sua vez, vai saber como agir com aquele paciente”, conta Dr. Rafael. “Isso gera dois grandes benefícios. O primeiro é que a reabilitação cardíaca não vai tirar o paciente do médico cardiologista. Pelo contrário. A ReabiliCor vai ajudá-lo a obter um sucesso maior no tratamento do seu cardiopata, pois o nosso papel é habilitar esse paciente à atividade física. O segundo é que o indivíduo perde o medo e isso ajuda nos resultados. É incrível como eles ficam confiantes e melhoram a autoestima. Isso torna o tratamento médico mais assertivo. Daí a importância da interação entre os profissionais. Hoje em dia, não dá para a medicina trabalhar como se fôssemos pequenas ilhas. O nosso bem mais valioso é o paciente, e quanto mais qualificado for o atendimento, maior será a qualidade de vida dele”, afirmou Dr. Rafael.
Justamente por esse grau de importância na área da saúde, a ReabiliCor foi além. O serviço, em Campos, não se restringiu às práticas aeróbicas convencionais. A clínica absorveu também o Pilates, onde se destaca o trabalho da clínica Harmony. É lá que Dr. Rafael conta com a atuação da proprietária da clínica, a fisioterapeuta Dra. Cecilia Siqueira. Ela também coloca sua expertise a serviço da reabilitação cardíaca, potencializando o resultado dos pacientes na ReabiliCor, conforme ela mesma explica. “A Harmony surgiu com a proposta de ser uma clínica multiprofissional, para o paciente resolver a vida dele aqui dentro, onde reunimos todas as áreas da fisioterapia, além de nutrição, psicologia, medicina e educadores físicos, todos empenhados em promover saúde e bem-estar. O Dr. Rafael percebeu isso e nos propôs essa parceria. Como gosto de estar sempre trazendo coisas novas para a cidade, abracei a ideia, que é maravilhosa. A ReabiliCor abre um campo enorme para o paciente portador de alguma patologia cardiovascular. Porque a gente conseguiu agregar o meu serviço de fisioterapia, de reabilitação, com o serviço de cardiologia. O paciente, portanto, é acompanhado por Dr. Rafael, na parte aeróbica, vendo o funcionamento do coração, para evitar um novo infarto ou uma angina e, estando tudo OK, ele vai para a reabilitação comigo, onde fazemos todo o trabalho de força, para o paciente ganhar liberdade no movimento, bem como mais independência. Esse processo é feito de 2 a 3 vezes por semana e os resultados são surpreendentes”, diz Dra. Cecilia. “Isso porque são pessoas assustadas, que passaram por uma cirurgia e ficam temerosas de fazer algum exercício físico. Mas quando o paciente chega aqui, e vê toda a estrutura médica e fisioterapeuta criada para ele, com todo o monitoramento multidisciplinar, agregando tecnologia, isso passa segurança. Na medida em que o cardiopata vai iniciando as atividades, ele passa a se conhecer e ganha confiança para seguir em frente. Os ganhos para o tratamento médico são enormes. Essa junção é importante por esse motivo. A gente precisa agregar qualidade de serviço para trazer melhor qualidade de vida ao paciente”.
Inaugurada no mês passado, a ReabiliCor já se mostra uma peça fundamental para a medicina em nossa região. Na inauguração, vários profissionais da área da saúde estiveram presentes e prestigiaram a iniciativa. 
Confira algumas fotos do evento e conheça a ReabiliCor. Que tal visitá-la e dar o primeiro passo para alcançar a tão sonhada qualidade de vida?
 
 
 
Em família: Dra. Louise Thérèse (irmã), Dr. Rafael, Fátima (mãe) e Zeno Lima (pai) 
 

Dr. Rafael com a namorada, Luísa Barros 

 

Dra Cecilia com o esposo Felipe Rodrigues, Vânia e José Francisco Rodrigues e Laura e Rick Araújo​

 

Dr. Rafael e Dra. Cecilia 

Dra. Louise Thérèse, Dra. Lussara Manhães e Dra. Cecilia Siqueira

 

Parte da equipe Harmony​

 

 

Dra. Cecilia Siqueira com seu irmão Renato, pai Ulisses, filha Marina e sobrinha Beatriz

 

Amigos e família prestigiando

 
Texto produzido em: 20/06/2017