Dr. Paulo Ricardo Barcellos Gjorup

Atuação do especialista é importante para o tratamento correto e para evitar danos.

Ter um belo sorriso está mais fácil hoje do que antigamente. O avanço da odontologia no Brasil fez com que as pessoas melhorassem a aparência bucal e, também, a qualidade de mastigação, principalmente depois que os dentes naturais ficam prejudicados. Nesse contexto, as próteses se tornaram uma boa alternativa para grande parte do público, como o idoso e o feminino, que muitas vezes sentiam-se inseguros até para comer iguarias simples.

Esses casos são tão comuns atualmente que, observando o aumento da expectativa de vida da população, não é um exagero ver o dentista como um verdadeiro guardião da qualidade de vida bucal, já que um bom tratamento vem proporcionando uma maior longevidade aos resultados, conforme destaca, para o Mania de Saúde, o cirurgião dentista Dr. Paulo Ricardo Barcellos Gjorup. “Na atualidade, tudo está relacionado com implantodontia e, nesse sentido, a prótese possui grande demanda. Afinal, as pessoas estão vivendo até 90 e poucos anos, em média. Num passado não muito distante, a expectativa de vida era bem menor. Uma pessoa com 70 anos era considerada velha. Hoje, ela faz até maratona. Então, o público de prótese está aumentando. Mas é fundamental advertir que, para montar uma prótese corretamente, o trabalho deve ser muito bem planejado e executado, porque se não vai danificar o dente que está segurando a prótese toda”, apontou Dr Paulo.

Ele cita, por isso, a importância de buscar os especialistas. “O paciente necessita dessa atenção. Do contrário, algumas situações causam problemas sérios e até sequelas. Conheço um caso de Campos, em que o sujeito tirou uma panorâmica (radiografia), ela acusava uma lesão, mas deixaram para lá e, alguns anos depois, notou-se um tumor enorme. O paciente foi para o Rio de Janeiro e teve que fazer radioterapia, em estado muito lamentável. Na dúvida, é preciso mandar para o especialista”, destacou.

O planejamento, segundo Dr. Paulo, é mais relevante do que se imagina. “O ruim é quando o paciente quer a coisa rápida e não está disposto a dar a devida atenção ao tratamento. A gente mostra como o caso deve ser cuidado, mas ele não aceita. Aí o dentista acaba fazendo uma alternativa que não é a ideal. Essa atitude compromete bastante a saúde da boca”, conta o dentista, exemplificando o assunto. “Em determinadas ocasiões, para fazer uma coisa bem feita, geralmente temos que estender duas coroas para frente, unidas, mas às vezes são quatro coroas e isso onera o tratamento. O paciente reclama. Porém há alternativas, como o implante, que veio para substituir as próteses antigas, feito a roth, a dentadura. Hoje, tem como fazer. Mesmo sem osso, cria-se um substitutivo. Mas o paciente tem que estar disposto”, orientou.

Além da disposição para tratar, no entanto, deve haver o zelo em manter o bom resultado. “Quando você faz trabalho de prótese, tem que ter manutenção. Muitos pacientes, entretanto, não fazem. A gente explica, conscientiza, principalmente quanto ao implante, mas não adianta. É bom ressaltar isso: o paciente deve estar rigorosamente observando o tratamento, indo ao seu dentista, em média, de seis em seis meses. O problema é que vários deles aparecem dois, três anos depois. É complicado. A atenção com os dentes deve ser total”.

Os casos citados por Dr. Paulo são bastante recorrentes no Brasil, onde parte expressiva da população ainda insiste em buscar tratamentos indevidos, muitas vezes com pessoas não especializados, visando uma economia que, no fim das contas, praticamente não existirá, devido aos problemas inerentes à ausência do tratamento adequado. Na dúvida, não arrisque. Procure - e ouça - o especialista e garanta a sua saúde!

Texto produzido em: 05/12/2014