O instrutor de pilotagem, Willian Ignácio

 

Chama a atenção, no noticiário cotidiano de municípios do Noroeste Fluminense, como Itaperuna e Bom Jesus do Itabapoana, a quantidade de acidentes envolvendo motocicletas, de vários portes diferentes. Existem muitos fatores que podem contribuir para a gravidade destas colisões no tráfego e suas consequências no piloto. O uso correto do equipamento de segurança já foi abordado aqui, nas páginas do Mania de Saúde. No entanto, é preciso também que o piloto esteja atento e preparado para uma condução defensiva do seu veículo.
Nossa reportagem conversou com o instrutor de pilotagem da Motoway, Willian Ignácio, que afirma que o motociclista precisa sentir segurança para pilotar e isso começa na escolha da motocicleta. “É preciso que o veículo seja compatível com o porte físico de quem vai pilotar. Não pode ser uma moto grande demais, nem pequena demais. Ao avaliar uma moto para comprar é preciso levar em consideração os benefícios que os componentes de segurança vão trazer para o piloto, como é o caso dos freios. A Honda, pensando nisso, trouxe a linha CG Titan e Fan com os freios CBS combinado, semelhante à de uma CB 1000 cc. Porque, erroneamente, muita gente vem com a mentalidade de quando era criança e andava de bicicleta, de que tem que usar o freio traseiro porque o dianteiro derruba. Isso acontecia muito no Nordeste. É uma cultura tão enraizada que tem casos de as pessoas arrancarem o freio dianteiro. O freio traseiro ajuda a dar direção à motocicleta, mas é preciso usar o dianteiro também, de maneira progressiva. Uma frenagem correta é de 70% dianteiro e 30% traseiro. Isso é uma questão de direção defensiva”.
O instrutor aponta outras possibilidades para que o piloto se mantenha a salvo no trânsito. “Outro fator primordial para a segurança do piloto aqui, na nossa região, principalmente nas estradas, é manter a chamada ‘distância de segmento’. Manter a motocicleta a uma distância de dois segundos do carro da frente e isso a gente só aprende na hora de tirar a habilitação ou quando se faz um curso de direção defensiva. O que acaba não ocorrendo com quem tem essas motos de menor cilindrada que não exigem habilitação. É uma questão de educação no trânsito, que passa por motociclistas, motoristas, pedestres e ciclistas. O seu direito vai até onde começa o meu e vice-versa. As pessoas estão muito ansiosas, com uma pressa absurda. Mas é preciso parar e pensar: ‘eu quero voltar para casa no final do dia?’ Então, guarda o seu lugar no trânsito, não tenha pressa, não force a barra. Aqui, o sinal amarelo, em vez de significar atenção, parece que significa ‘acelera que dá’. Isso não funciona. É preciso que cada um de nós controle a própria ansiedade e mantenha a atenção no trânsito”, afirma Willian.

 

Texto produzido em: 15/09/2015