Dra. Ludymila Baptista

Um diferencial do aparelho autoligado é a redução no tempo de tratamento e menor atrito.

Dentro de todas as áreas da saúde, a tecnologia tem entrado com uma única intenção: proporcionar melhor qualidade de vida durante o tratamento daquele paciente. Tem sido assim na medicina, na fisioterapia, na enfermagem e na odontologia não é diferente. Diferentes formas de tratar o paciente podem ser usadas com o mesmo intuito: reabilitar o sorriso e melhorar a autoestima de homens e mulheres.

Quem precisa de um aparelho ortodôntico, por exemplo, não precisa mais ficar refém das temidas borrachinhas. O uso do aparelho autoligado tem crescido bastante e quem nos contou os detalhes deste tipo de tratamento foi a cirurgiã-dentista e especialista em ortodontia, Dra. Ludymila Baptista. “O autoligado é um aparelho que não tem a necessidade da borrachinha, que hoje a gente sabe que funciona com um atrito. Por isso o movimento incomoda e você precisa colocar uma força um pouco maior, algo que, com o aparelho autoligado, não é necessário. Hoje, estamos muito preocupados com o custo biológico. O aparelho autoligado é mais vantajoso na questão da limpeza, porque acumula menos placa. A borrachinha, com o tempo, fica feia, perde a cor e desenvolve placa. Além disso, o autoligado tem um atrito menor. Quando digo que o custo biológico é menor, quero dizer que os problemas provocados como consequência do uso do aparelho são mais brandos. Porque, para movimentar um dente, em alguns casos é só alinhamento e nivelamento, mas em outros é preciso movimentar desde a raiz, no osso. É quando temos o auxílio dos mini-implantes, que hoje são muito mais acessíveis. As pessoas estão muito preocupadas com a estética e cada vez mais buscando o sorriso perfeito. Os adultos agora estão colocando aparelho também, coisa que há um tempo era exclusiva de adolescentes”. 

Dra. Ludymila conta como o aparelho funciona. “Ele se liga sozinho, sem a necessidade das borrachinhas. É como uma portinha que abre e fecha e que, no seu interior, prende o fio por si só. Não tem contra indicação. Qualquer um pode usar. Claro que, em algumas pessoas, o benefício será maior. Mas, em todos os casos, o paciente vai sofrer menos e ter mais conforto. Além, é claro, da praticidade da higienização. Em vários estudos e pesquisas a gente vê como é impressionante a quantidade de bactérias que ficam na borrachinha, por mais que você escove muito bem. Além disso, a borracha vai cedendo com o tempo, o que não acontece com o autoligado. Ele traz uma harmonia melhor para o visual do paciente”, afirma.

Texto produzido em: 14/08/2015