O comerciante Adelcídio Pena Mota e o Monsenhor Lamar Barreto Calzolari deixa saudades para o Noroeste Fluminense

 

Monsenhor Lamar Barreto deixa saudades e é lembrado pela sua missão religiosa, exercida com brilhantismo no Noroeste Fluminense

 

“Em cada passo que dou, recebo um cumprimento, um pedido de benção, um abraço”. Com essas palavras, o Monsenhor Lamar Barreto Calzolari explicou ao Mania de Saúde como eram suas visitas à Itaperuna, em uma reportagem por nós publicada no ano passado. Nossa equipe pôde ver, naquela ocasião, o quanto Monsenhor Lamar era querido na cidade: bastava o religioso andar pela Avenida Cardoso Moreira para logo receber saudações de pessoas de todo o Noroeste Fluminense.

São essas mesmas pessoas que se comoveram, no começo de maio, com a triste notícia de seu falecimento. Monsenhor Lamar morreu em Itaperuna, depois de ter passado mal em sua residência, com 88 anos de idade, completados no dia 28 de abril. Ele já vinha com a saúde debilitada, devido ao diabetes e a complicações renais. A notícia logo se espalhou e inúmeros fieis compareceram ao seu velório, ocorrido na Igreja Matriz de São Sebastião, em Porciúncula, onde ele dedicou boa parte de sua vida religiosa.

Para se entender a dimensão da figura humana de Monsenhor Lamar, a missa de exéquias foi celebrada pelo Bispo Diocesano Dom Roberto Paz, concelebrada pelo Bispo Emérito Dom Roberto Guimarães, junto a diversos sacerdotes e centenas de fiéis, que se concentraram na Igreja Matriz de São Antônio.

Em Itaperuna, a notícia também chocou os munícipes, já que Monsenhor Lamar viveu na cidade por muitos anos, tendo se tornado célebre por atrair multidões à Igreja São Benedito, no bairro Niterói, onde foi pároco. Esse, aliás, foi o tema da entrevista que ele nos concedeu no ano passado. “As pessoas gostam muito de mim porque fui pároco na Igreja São Benedito e sempre tratei todos com enorme carinho. De certa forma, antecipei aquilo que hoje nos pede o Papa Francisco: fazer com que as pessoas vivam da esperança, aceitem as surpresas de Deus e sejam alegres”, disse Monsenhor Lamar na entrevista. “O pastor deve ter o cheiro das suas ovelhas. Ele deve alimentá-las com a Palavra e com amor. Este é o meu lema. Isso é o que eu faço, sempre fiz. Graças a Deus!”.

O comerciante Adelcídio Pena Mota, proprietário de uma livraria religiosa, é uma das pessoas que conviveram com Monsenhor Lamar em diversas ocasiões. Segundo ele, regularmente o religioso ia ao estabelecimento, sempre atraindo a atenção do público. “Era uma pessoa muito querida da população, que dedicou a sua vida à comunidade do Noroeste Fluminense. Por onde passava, as pessoas pediam a benção e dava carinho. Aqui, na livraria, era um cliente assíduo”, disse o comerciante à nossa reportagem. “Comprava livros que o ajudavam em sua missão pastoral. Ele era devoto do Coração de Jesus e de Maria. Ajudou a compor uma capela em honra à Nossa Senhora de Fátima, da qual também era devoto. Seus feitos são muitos e sentiremos saudades desse heróico batalhador, que dedicou a vida à religiosidade, com um espírito sereno, mas firme, uma de suas principais marcas”, declarou.

 

Texto produzido em: 13/05/2014