Eu sempre me posiciono ao lado dos otimistas observadores quando o assunto é economia, até porque não sou da área, mas apenas um produtor convicto de que a força do trabalho honesto neste país sempre nos fez sair das piores crises já instaladas, como as que surgiram a partir de 1945, quando vim ao mundo. E foram muitas, mas jamais tão imorais e cínicas quanto essas, que permeiam as atitudes de políticos travestidos de representantes do povo, como sugere a Constituição, para fazer da mídia seu palco predileto de pregação demagógica. 
Essa horda de maus mandatários do poder público é responsável direta pela arquitetura da conspiração e mau exemplo às jovens promessas de uma política pluralista e ideologicamente necessária ao regime democrático em que vivemos, contaminando os mais nobres sentimentos políticos, sepultando, de forma covarde, a esperança de um país mais justo e igualitário, em futuro próximo, frase repetida, de forma cínica, sempre que são expostos à mídia em entrevistas, ignorando o imenso abismo (cada vez maior), da distância entre a escola pública do futuro e as escolas públicas contemporâneas, inviabilizadas pela verba pública desviada pela corrupção, amenizadas, tão somente, pelo empreendedorismo e abnegado sacrifício da iniciativa de algumas instituições de ensino privada, com o objetivo de qualificar melhor a sociedade brasileira.     
À reboque dessa crise (que insisto em chamá-la de moral), vem a tragédia financeira envolvendo 60 milhões de brasileiros (o equivalente a toda população da Itália), pendurados em cheques especiais ou pagando os juros escorchantes de cartão de crédito, para a alegria da privilegiada casta dos banqueiros que, para demonstrar sua fidelidade e compromisso com a sociedade, não responderam ao apelo de Cazuza, George Israel e Nilo Roméro, autores da música Brasil, quando, através de uma letra inteligente e uma música devassante e inquiridora,  perguntaram: Brasil mostra a sua cara, quero ver quem paga prá gente ficar assim / Brasil qual o teu negócio ? O nome do teu sócio ? Confia em mim...
Cazuza ficou sem resposta, mas a sociedade brasileira entendeu o caminho que deve tomar para a proteção do futuro de seus filhos e o renascer da esperança de ver uma pátria digna e líder do bloco continental que se insere, sem a obrigação de disputar sua hegemonia socialmente perdida, com um país mal dirigido por um motorista de caminhão que caiu de paraquedas no colo de um escoteiro frustrado, e com alto índice de megalomania, observados por líderes e ex-líderes que nunca souberam de nada (e continuam sem saber), mesmo que o assunto sejam cifras milionárias caindo, como por encanto, nas contas familiares.