Thayza S. Teixeira Macedo, professora de espanhol do Colégio Redentor
Thayza S. Teixeira Macedo, professora de espanhol do Colégio Redentor

Já se tornou comum, no Brasil, estudantes optarem pelo espanhol nas questões de língua estrangeira do ENEM. Para eles, a aparente semelhança do idioma de Cervantes com a língua de Machado de Assis seria um diferencial em comparação ao inglês. Mas, antes de realizar a escolha, os candidatos precisam ter em mente as particularidades do espanhol, para não serem pegos de surpresa ao enfrentarem a prova.

É o que conta, ao Mania de Saúde, Thayza S. Teixeira Macedo, professora de espanhol do Colégio Redentor. “Em geral, os alunos têm muita dificuldade com a tradução. Por isso, na hora de um ENEM ou de um vestibular, eles optam pelo espanhol, achando que é mais fácil. Entretanto, acabam se surpreendendo, porque existem os falsos cognatos. Os estudantes se deparam com palavras que parecem ter um significado, mas na verdade têm outro. Isso porque o espanhol e o português derivam do latim e, por isso, são semelhantes. Porém as diferenças também são muitas e é preciso bastante atenção e estudo para dar conta delas”, diz Thayza.

A professora explica que essa impressão é reforçada pelas palavras nas quais os estudantes trocam apenas uma letra ao vertê-las para o espanhol. “Os alunos sentem facilidade, por exemplo, nos vocábulos que usam ‘h’ no lugar de ‘f’. ‘Formiga’ vira ‘hormiga’, ‘fazer’ se torna ‘hacer’, então, fica um pouco mais fácil. Mas isso não quer dizer que tudo é fácil. Porque tem palavras que são totalmente diferentes e outras que são parecidas, mas com significados distintos”, ressaltou.

Os estudantes que optam pelo inglês, segundo Thayza, normalmente o fazem por já serem alunos de cursos fora da escola, ao contrário do espanhol, que atrai justamente aqueles que não possuem um conhecimento prévio de outro idioma. Daí a necessidade de um maior empenho pessoal, conforma as dicas da professora. “Sempre oriento eles a acessaram jornais em espanhol, como o Clarín e o El País. O ENEM e vestibulares em geral trazem assuntos da atualidade. A gramática, portanto, não é direta. Ela é aplicada a texto. Então, o candidato tem que saber gramática, mas precisa de um conhecimento de mundo para interpretar também. Quando eles se interam dessas notícias em jornais em espanhol, une as duas coisas”, lembra Thayza.

O Colégio Redentor, de acordo com ela, presta um grande auxílio que começa já no material adotado. “Ele é muito bom, pois foca justamente no ENEM e no vestibular. E a gente pro- cura enriquecer as aulas com materiais para facilitar o entendimento deles. Os alunos, por exemplo, fazem trabalhos que não envolvem somente o livro, mas também pesquisas para complementar, com atividades específicas etc. Mas é necessário que eles busquem informações e estejam antenados ao que acontece. Isso é o que vai fazer a diferença e ratificar todo o aprendizado”, finalizou.

Texto produzido em:12/08/2014