Técnicas de botânica buscam, através de cruzamento de espécies e melhoramento genético, a flor perfeita. Existem milhões de flores no mundo, e elas são únicas, mesmo que sejam da mesma espécie, ainda que estejam no mesmo galho, elas são diferentes, assim como nós. Hoje vou usar esta rosa (“Diana, Princess of Wales”), para fazer uma analogia com a maneira como nos comportamos quando temos que nos apresentar em sociedade.
Essa foi uma variedade desenvolvida nos Estados Unidos em 1997, em homenagem à Lady Di, a princesa da Inglaterra, e tem como grande diferencial as pétalas brancas com bordas em tons rosados, que vão do claro ao magenta gradualmente. À primeira vista, ela parece uma rosa comum, mas quando olhamos os detalhes vemos que ela é sim, muito especial. 
Pense, você foi criado com valores sociais, que te fizeram crer que você é parte do senso comum, só mais uma flor entre milhões. Ao fazer suas escolhas, você traçou seu caminho, quando você se dá conta assim como a flor inglesa, você é um produto da construção alheia e está lá para ornar todo um cenário social. O que te faz diferente são as habilidades que você desenvolve na sua caminhada. A diferença está no detalhe.
Por um bom tempo ter um curso de Inglês no currículo, por exemplo, poderia te garantir uma vantagem sobre os demais, hoje sabemos que isso não basta, outros talentos devem ser agregados, mas assim como a flor, a diferença está no detalhe. Buscar a excelência, o aprimoramento, o diferencial fará toda a diferença para que o mundo te olhe de forma especial.
Como? Da mesma forma que a ciência, através do conhecimento, pesquisa, dedicação, e a incansável busca pelo aperfeiçoamento. Você está matriculado em um curso regular? Dedique-se mais! Não está? Comece! Ainda não sabe qual escolher, convencional, alternativo, virtual? Decida-se! Mas acima de tudo, olhe para dentro de si, e entenda que você é um ser único, e que não depende dos “cientistas” que passam pela sua vida para se melhorar, só depende se seu próprio esforço, saia do jardim coletivo e se ponha no pedestal das flores especiais, você merece!
No fim de tudo, você verá que ser uma flor inglesa, não é só uma questão de beleza, mas de individuação (“processo pelo qual uma parte do todo se torna progressivamente mais distinta e independente”), conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung, em busca de resgatar aquilo que foi abandonado e ficou à margem da realização do ego em sociedade. Lendo essa última frase, você não tem a sensação que Jung está falando diretamente com aquele seu sonho adormecido? Então, não espere mais, resgate seu sonho, faça aquela viagem, coma aquele prato exótico, fale Inglês, saia do jardim do quintal alheio e seja uma “Flor Inglesa”, bela, diferente e rara.