Ex-goleiro Zé Carlos

O campista Zé Carlos, goleiro do Botafogo na década de 70 e com passagens pela Seleção Brasileira, está de volta à cidade natal. Depois de anos trabalhando nos Emirados Árabes, o ex-jogador retornou a Campos para ficar próximo da família. Em entrevista ao Mania de Saúde, ele relembrou momentos da carreira e contou algumas histórias dos tempos em que foi apelidado de “doberman” pelos companheiros de Botafogo.

Diferente da maioria dos jogadores que saiu de Campos para vestir a camisa de grandes times do Brasil e do mundo, Zé Carlos, aos 14 anos, foi do Nova Brasília direto para o Botafogo. E a estreia entre os profissionais aconteceu em um clássico contra o Flamengo, em pleno Maracanã.

“Entrei no segundo tempo do jogo contra o Flamengo, tinha uns 18 anos, e o Zico cobrou uma falta daquelas que ele costumava cobrar, mas eu fiz a defesa. Acho que ali a torcida do Botafogo me conheceu e eu comecei a escrever a minha história no clube”, recorda o ex-goleiro, explicando o apelido de “doberman”. “Foi o Mário Sérgio quem me deu este apelido, porque eu era muito sério”.

O auge de Zé Carlos com a camisa do Botafogo foi os 52 jogos de invencibilidade do time, entre 1977 e 1978. “A sequência de invencibilidade era boa por um lado, pois motivava, mas era ruim por outro porque aumentava a pressão sobre todos os jogadores. Fiz parte da história do clube e me sinto muito orgulhoso”, comentou o campista, que aparece em 14º lugar na lista dos goleiros que ficaram mais tempo sem sofrer gols no futebol brasileiro.

A boa fase no Botafogo rendeu a Zé Carlos a convocação para o Pan-Americano de 1975 e para as Olimpíadas de 1976. “Foram momentos marcantes da minha carreira e da minha vida. O Pan-Americano e a Olimpíada são diferentes de qualquer competição de futebol. Posso dizer que sou uma pessoa realizada na minha profissão e, acima de tudo, muito feliz”, afirmou o goleiro, lembrando o encontro com o ídolo João do Pulo na Vila Pan-Americana em 1975.

Texto produzido em: 13/03/2015