Enquanto o Americano está prestes a mudar-se para um complexo esportivo moderno, o Goytacaz pode ter o estádio Ary de Oliveira e Souza tombado como patrimônio histórico de Campos. O membro do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam) e também conselheiro do Goytacaz, Humberto Moreira Rangel, foi quem solicitou a abertura do processo, temendo que a história do Aryzão, que abriga o clube há 77 anos, seja apagada.
O conselheiro teme que o Aryzão tenha o mesmo desfecho dos estádios Constantino Escocard, do Clube Esportivo Rio Branco, e Godofredo Cruz, do Americano, que acabaram cedendo às investidas do setor imobiliário e mudaram para Guarus.
Na petição, protocolada no dia 28 de agosto deste ano, Humberto expôs o pensamento. “Há muito venho pensando no tombamento do estádio do Goytacaz, quer pela história em si, quer pela localização e até pela crise que o clube atravessa, onde pode aparecer um dirigente afoito e desfazer do nosso (da cidade) patrimônio”. O conselheiro reforçou a ideia. “Penso que a sede do Goytacaz é um bem da cidade, e que isto precisa ser preservado. Não pode acontecer com o Goytacaz o que aconteceu com o Americano”.
O conselho do Coppam acolheu a solicitação e determinou que os trâmites legais, de conformidade com a Lei Municipal 8.487/2013, sejam cumpridos, incluindo o levantamento histórico do estádio e a notificação à diretoria.
A diretoria do Goytacaz prometeu uma avaliação técnica antes de se manifestar favorável ou contrária ao tombamento histórico do Aryzão. O Conselho Deliberativo também participa da discussão para tomar a melhor decisão pensando no futuro do clube.
O estádio Ary de Oliveira e Souza, conforme divulgou o clube, foi inaugurado em 9 de janeiro de 1938 com uma partida entre os donos da casa, que venceram por 2 x 1 o Internacional, tendo sido um de seus fundadores, Otto Nogueira, o autor do primeiro gol no estádio, cuja inauguração se deu na gestão do então presidente Augusto Alexandre de Faria.

 

Texto produzido em: 18/09/2015