Artroplastia de quadril

A artroplastia de quadril é uma cirurgia ortopédica utilizada para substituir a articulação natural do quadril por uma prótese. Geralmente é utilizada em idosos com desgaste na articulação devido à artrose ou em pacientes jovens que tenham sofrido alguma fratura do colo do fêmur. O médico ortopedista Dr. José Oliveira é especialista em cirurgia do quadril e destaca o procedimento na qualidade de vida dos pacientes.
“A artroplastia do quadril é um dos procedimentos com mais elevado índice de satisfação e com melhor custo-benefício da medicina atual, melhorando de forma substancial a situação dos pacientes. Os avanços das técnicas e a qualidade das próteses permitem uma rápida recuperação e com poucas limitações”, afirma.
A artroplastia do quadril está indicada sempre que a articulação do quadril esteja muito danificada a ponto de não poder mais executar suas funções e movimentos normais ou esteja ocasionando dor intensa e não haja chance de melhoras com outros tratamentos. “O tratamento convencional gera resultados mínimos. O que procuramos fazer é a prevenção. Quando não é possível, faz-se uma cirurgia preservadora e, em último caso, a artroplastia. O risco de complicações atualmente é considerado baixo”, revelou.
Quando a cirurgia ocasiona problemas com soltura, desgaste, infecção e outros, é necessária uma cirurgia de revisão, que consiste na troca da prótese para o bem-estar do paciente. Esta cirurgia de revisão, segundo o médico, tem um grau de dificuldade maior do que a artroplastia primária e exige conhecimento e experiência do cirurgião. “Hoje, com os avanços tecnológicos e da própria técnica, é possível solucionar casos graves que antes eram considerados difíceis”, comenta Dr. José Oliveira, que é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e da Sociedade Brasileira de Quadril.
Para o médico, a artroplastia depende de três fatores: prótese de boa qualidade, cirurgia executada da melhor maneira possível e paciente engajado no tratamento. “São os três pilares para que o procedimento seja um sucesso”, finalizou. 

Texto produzido em: 20/09/2016

De olho na saúde

Um dos principais sinais de que o tempo está passando pode ser sentido através da nossa visão. É comum que, a cada aniversário, a gente comece a perceber algumas diferenças em como enxergamos. Hábitos de vida saudáveis e a visita de rotina ao oftalmologista podem evitar problemas maiores no futuro. Quem está chegando na casa dos 40 anos já percebe que algumas coisas estão mudando na sua visão.
Segundo o médico oftalmologista Dr. Márcio Barreto Moreira, do Centro de Olhos de Campos, o paciente precisa ficar atento. “A partir dos 40 anos começa a se instalar a presbiopia (conhecida como vista cansada), aquela diferenciação do grau para longe e do grau para perto, que é a fase em que se começa a usar os óculos multifocal. Só pelo fato do paciente ter que fazer a revisão rotineira do grau (na pior das hipóteses, a cada dois anos) ou ter o aumento da incidência de algumas outras doenças, principalmente o glaucoma, ele começa a vir com mais frequência ao consultório. Mesmo que ele não tenha uma programação de ir ao médico, ele começa a perceber situações em que os ‘óculos estão fracos’. Isso o obriga a ir ao especialista”, disse Dr. Márcio. 
O médico nos fala sobre as doenças mais frequentes com o passar dos anos. “Aos 40 anos, o paciente começa a sentir dificuldades na visão de perto. Então, é preciso fazer a revisão dos óculos. A partir dessa idade aumenta também o acometimento do glaucoma. A partir dos 60, há uma frequência maior da catarata. Após os 65, 70 anos cresce a incidência de um grupo de doenças que acometem a retina por envelhecimento, que são as degenerações de retina. Com exceção da presbiopia, que é por idade, quase todas possuem algum fator genético. A catarata tem uma incidência maior em alguns grupos de família, assim como o glaucoma e as degenerações. Associado a isso, existem alguns fatores que colaboram para uma maior incidência de problemas na visão como: qualidade de vida, tipo de profissão, uso de drogas, doenças associadas como diabetes e hipertensão arterial. Na oftalmologia, quando se fala em faixa etária, muitas das coisas que você ‘colhe’ aos 60, você ‘plantou’ aos 30”, exemplifica Dr. Márcio.
O oftalmologista prossegue falando sobre a importância da visita rotineira ao médico. “Você, que tem antecedentes de glaucoma ou de hipertensão na família, venha mais cedo ao consultório. Muitas das vezes, você consegue monitorar esses problemas desde o início e, quando chegar lá na frente, terá menor efeito danoso. Em oftalmologia, as cirurgias só entram na fase final de quase todas as rotinas terapêuticas. Elas só ocorrem quando o paciente já tentou várias formas de tratamento, sem sucesso. No final da segunda e no começo da terceira idade, começam a eclodir as coisas que vêm se somando ao longo da vida. Você traz consigo o grau da infância, o glaucoma do adulto jovem, começa a ter a catarata e as coisas vão se somando. Hoje o grande desafio para a oftalmologia é que estamos indo para a quarta idade, com o aumento da expectativa de vida. Por isso a importância de manter hábitos de vida saudáveis durante toda a vida e fazer a visita de rotina ao oftalmologista. Porque o maior prejuízo que se pode ter é não descobrir que tem determinado problema e perder a oportunidade de tratá-lo”, finalizou Dr. Márcio. 

Texto produzido em: 20/09/2016

Histórico familiar é sinal de alerta

Uma das maiores preocupações quando a data de nascimento na carteira de identidade vai ficando cada vez mais distante é a saúde e o surgimento de algum tipo de câncer. Quando a doença integra o histórico familiar, o cuidado deve ser redobrado. É sobre isso que a nossa reportagem conversou com o médico cirurgião oncológico Dr. Haroldo Igreja
Segundo ele, fazendo corretamente os exames preventivos, aumenta-se a chance de conseguir um diagnóstico precoce de câncer, elevando também as possibilidades de cura.
“É preciso estar vigilante com relação ao histórico familiar. Existem algumas doenças oncológicas que são transmitidas diretamente de pai ou mãe para filho. Outras ficam adormecidas por uma geração e são transmitidas para a geração seguinte. As doenças genéticas oncológicas existem e são muito mais frequentes do que imaginamos. As mais comuns estão ligadas ao câncer colorretal, que são a polipose adenomatose familiar e o câncer colorretal hereditário não-polipoide. Essas são duas síndromes genéticas que estão muito associadas à transmissão direta. Aos 40 anos, todos os pacientes com polipose adenomatose familiar vão ter câncer avançado e, desses, 60% já abrem o quadro com metástase. O câncer colorretal hereditário não-polipoide tem uma incidência de 80% aos 50 anos. É um número bastante elevado. Existem outras alterações ligadas ao gene HER e ao gene BRCA do câncer de mama. Em algumas famílias de histórico de mulheres com muita positividade de câncer de mama em todas as gerações, pode ser indicada a mastectomia profilática (ou mastectomia preventiva), que foi o caso da atriz Angelina Jolie. Nesses indivíduos que estão associados a casos de câncer no histórico familiar, o melhor momento para se iniciar a prevenção é dez anos antes do caso de câncer mais jovem na família”, orienta o médico.
Dr. Haroldo Igreja destaca a importância de se prevenir. “A prevenção é feita de formas diferentes para homens e mulheres. No caso dos homens, é necessário fazer uma endoscopia digestiva alta, endoscopia digestiva baixa, que é a colonoscopia, a cada três anos, além de exame prostático regular com o urologista. Nas mulheres, além da endoscopia digestiva alta e da endoscopia digestiva baixa, acrescenta-se o ultrassom transvaginal, o preventivo e a mamografia. Para aqueles que não têm história na família, começa-se a fazer os exames aos 40 anos, como acontece no Japão. A Organização Mundial da Saúde preconiza aos 50 anos. O que eu pratico com os meus pacientes é a partir dos 40 anos”.
Dr. Haroldo frisa que, hoje em dia, um diagnóstico de câncer não é mais uma sentença de morte. “Os cânceres que são detectados em seus estágios precoces têm uma chance de cura muito grande. Por exemplo: no câncer colorretal, que é o mais incidente no aparelho digestivo, a estatística de cura para o estágio 1 é de 95% dos casos”, finaliza o médico.

Texto produzido em: 06/09/2016