Dor na perna, perna inchada, veias aparentes, cansaço excessivo da perna, nada demais, apenas o fim de um dia cansativo, não é? Parece normal termos tanto trabalho, ficarmos tanto tempo em pé, corrermos tanto, ao ponto de acharmos tudo isso apenas fruto do cansaço. Mas estamos falando de algo potencialmente fatal: O entupimento das veias, ou a trombose de membros inferiores. 
A trombose, nada mais é do que o entupimento de veias, com a formação de rolhas de coágulo. Essas rolhas que entopem a circulação, além de não deixarem o sangue passar, soltam pedaços que podem ir para o pulmão, entupindo as vias sanguíneas pulmonares, dando a temida embolia pulmonar. Ou seja, entupiu novamente! A embolia pode ser um quadro brando ao até mesmo fatal, sempre precisando de atendimento de urgência. Todos esses fenômenos de entupimento sanguíneo são chamados de fenômenos tromboembólicos. Os fenômenos tromboembólicos ocorrem por traumas, infecções, alterações genéticas, mas também ocorrem em decorrência a tumores. De maneira frequente isso ocorre em pacientes oncológicos. 
Ou seja, 80% dos pacientes oncológicos vão apresentar algum fenômeno tromboembólico. Por isso, os pacientes que apresentam algum fenômeno desse têm que ser rastreados para pesquisa de tumores. Os pacientes oncológicos têm que ser submetidos a medidas que impeçam o surgimento de trombo. Essas medidas, profilaxia, são empregadas de acordo com a classificação de risco de trombose versus de sangramento, podendo ser feita com medidas mecânicas, como andar; até mesmo com o emprego de medicações que impeçam a coagulação.  
Portanto, os fenômenos de entupimento dos vasos, que ocorrem em indivíduos saudáveis, merecem atenção redobrada nos pacientes oncológicos.