A educação tem sido a forma utilizada para que cada indivíduo encontre em si mesmo os seus verdadeiros valores e realize-os em sua vida, afetando, assim, a vida coletiva. O objetivo da educação é, acima de tudo, educar a pessoa para a vida em comunidade não simplesmente conformando-a, condicionando-a, mas permitindo que ela atinja, através do exercício da liberdade, um conhecimento de si, um encontro pessoal com os valores estabelecidos e possa se integrar ao grupo do qual participa. 
O desenvolvimento cultural e artístico de um povo tem na educação seu mais alto valor e a partir dela podemos realizar a vida humana em todos seus aspectos. Por isso cabe ao professor de arte tal tarefa.
Podemos educar o cidadão, dentre outras coisas, para sua saúde física e emocional, para uma convivência harmônica com o meio ambiente e para a compreensão da arte e seu papel na coletividade.
Ainda, na maioria das instituições educacionais dedicadas às tarefas do ensino fundamental e médio ainda domina uma visão unilateral da educação, que privilegia algumas áreas do conhecimento, submetendo arte a uma sensível marginalização. 
Valores como sensibilidade, criatividade e expressão são diretamente exercitadas nos processos de criação artística e nos estudos em história da arte, por exemplo. Conhecendo seus mais importantes protagonistas, suas motivações e anseios ao examinar suas obras.
A energia criativa da vida, presente na diversidade de formas e processos da natureza, coloca o homem como participante de uma atividade criadora que acontece ininterruptamente mantendo a vida num equilíbrio dinâmico. Se não nos realizarmos como criadores, perdemos esse equilíbrio, da mesma forma que uma de nossas células quando adoece, ameaça todo o corpo, parafraseando Ferreira Gullar: A arte torna a vida mais aceitável em seu sentido de completude. O exercício da criação artística possibilita o reconhecimento de nossos processos internos e o aprofundamento nessa intimidade facilitadora do autoconhecimento. 

 

Texto: 21/01/2016