Uma das enfermidades mais prevalentes na população ocidental é a Doença Diverticular do Cólon. Muitas pessoas, no entanto, ainda desconhecem o problema. Mas todas deveriam se informar sobre ele. Afinal, a Doença Diverticular do Cólon está intimamente ligada a dois fatores muito presentes no mundo contemporâneo: o envelhecimento populacional e o consumo excessivo de alimentos industrializados.
O médico gastroenterologista Dr. Roberto Costa esclarece o que é esse problema. “A Doença Diverticular do Cólon é uma doença do mundo contemporâneo. Ela já foi descrita há muito tempo (desde o século XVIII), mas continua tendo uma alta prevalência. Ela não é especificamente uma deterioração do aparelho digestivo. A doença envolve questões estruturais, ambientais e está relacionada à motricidade do intestino grosso, além de erro alimentar. Hoje a sociedade vive um grande consumo de alimentos industrializados e isso ocasiona uma série de problemas dentro do organismo do paciente, não só em relação ao aparelho digestivo, mas também ao cardiovascular, entre outros. A Doença Diverticular do Cólon, porém, se caracteriza por uma disfunção da musculatura lisa do cólon, permitindo uma herniação (projeção) da mucosa e submucosa por pulsão (tração), adquirida por provável desgaste neuromuscular. Daí ser uma doença comum na terceira idade. Isso não impede que pessoas mais novas, abaixo dos 50 anos, possam ter divertículos, mas ela é mais frequente acima de 50 anos. E, quanto mais a idade vai avançando, maior a incidência. Por isso é uma doença do mundo contemporâneo”, ressaltou.
Dr. Roberto Costa explica que os divertículos gerados por essa disfunção podem ser hipotônicos ou hipertônicos. “Cada um apresenta uma categoria de sintomatologia. O hipertônico é aquela pessoa que sente mais dor quando tem o divertículo e geralmente tende a ter quadros de diarreia. Os hipotônicos têm menos dor e apresentam quadros de prisão de ventre. Cada um possui suas particularidades, mas, de qualquer forma, o problema decorre de erros alimentares e de alterações estruturais do próprio intestino. Por isso é fundamental investigar”, afirmou.
Segundo Dr. Roberto Costa, outra distinção que precisa ser feita é entre diverticulite e diverticulose, termos que alguns pacientes confundem. “Diverticulose é a entidade em que ocorrem o surgimento dos divertículos. Não é uma doença inflamatória. Quando se inflama, aí sim diz-se que é diverticulite. Então, na maioria das vezes, a Doença Diverticular é assintomática. Quando inflama ou tem uma hiperatividade é que ocorrem os sintomas”, disse. 
As estatísticas mostram que de 15 a 35% dos pacientes que têm divertículo vão desenvolver diverticulite. E, desses com diverticulite, de 20 a 30% vão ter que se submeter à intervenção cirúrgica. “Então, não é só um problema pessoal, mas um problema de saúde pública”, alerta Dr. Roberto Costa. “Se o paciente tem uma inadequação alimentar que leva à formação de divertículo e chega à diverticulite, eles serão obrigados a enfrentar um processo cirúrgico. Por isso é que hoje está havendo uma consciência maior em relação à alimentação infantil desde o período escolar, aumentando a quantidade de fibra e diminuindo a quantidade de hidrato de carbono, não só para prevenir essa doença, mas até mesmo a obesidade, que é outro grande mal do mundo de hoje”.
O diagnóstico e o tratamento, hoje, são muito beneficiados pela tecnologia, mas dependem do apuro do profissional especializado. Não deixe de investigar a sua saúde. Faça visitas períodos ao médico e previna-se.

Texto produzido em: 20/07/2016