A PELLE oferece a possibilidade de exames de dermatoscopia há alguns anos. A dermatoscopia é um exame das lesões cutâneas pigmentadas, as chamadas pintas, de caráter complementar ao exame dermatológico. Trata-se de um exame não invasivo que tem como objetivo principal o diagnóstico das lesões cutâneas pigmentadas (congênitas ou adquiridas) como benignas, altamente suspeitas ou malignas. E principalmente a monitorização das lesões melanocíticas, sobretudo nos pacientes de risco para o desenvolvimento do melanoma cutâneo. Este, apesar de representar 3% das neoplasias cutâneas, é o mais grave pelo risco de metástase. A cura desse câncer está relacionada à excisão tumor na sua fase inicial de desenvolvimento. Portanto,  a  necessidade de um diagnóstico precoce está bem estabelecida. Dra. Louise Therese, médica da PELLE, fez recentemente um curso de atualização no INCA e nos atualiza nos dados:  “A probabilidade de se realizar o diagnóstico através do exame clinico comum é de 75 a 80 %. Quando associado à Dermatoscopia aumenta para aproximadamente 90 % (GBM, 2016). As lesões pigmentadas em muitas situações não são diagnosticadas apenas por suas características clínicas. Portanto, uma avaliação complementar criteriosa através da dermatoscopia é incisiva para o diagnóstico precoce. E o mais interessante é que tal exame permite o monitoramento das “pintas” ao longo do tempo. Isso se faz através do armazenamento de imagens digitais para o devido acompanhamento dos pacientes e suas lesões. Evita-se, portanto, biópsias desnecessárias e/ou procedimentos cirúrgicos mais complexos, em se tratando de lesões benignas. Ao passo que diante de lesões suspeitas, a indicação cirúrgica é precisa. Dados alarmantes: estimativa de novos casos de melanoma 5.670 total anual; número de mortes 1.547 (Inca, 2016). Indicações mais especificas para o exame dermatoscópico: pacientes com muitas pintas / nevus; pacientes com pele, cabelos e/ou olhos claros; crianças com nevus congênitos, principalmente na 1ª década de vida; pacientes com história familiar de câncer de pele melanoma e não melanoma; paciente com histórico de outras neoplasias e/ou em tratamento imunossupressor. Estamos na era do diagnóstico precoce.”  Nosso objetivo é aumentar as chances de cura ou aumento da sobrevida diante de um câncer de pele.

Texto: 20/07/2016