O dia mundial da oração surgiu no século XIX, nos Estados Unidos e Canadá, através de um movimento que reuniu mulheres cristãs desses países, com o intuito de expandir as obras missionárias. A partir desse encontro, identificaram que a oração, além do ato de orar, é mais ampla, envolve agir em prol de causas sociais. A proposta é que cristãos e cristãs do mundo inteiro possam afirmar a própria fé e compartilhar suas experiências. Esse movimento foi iniciado por mulheres em 1887 e, desde então, reúne cristãs de diferentes raças, culturas e tradições religiosas de todo mundo, para orarem em conjunto e compartilharem esperanças e temores, alegrias e tristezas. 
O movimento ganhou força no decorrer da história e, dessa forma, o Dia Mundial da Oração foi se difundindo pelo mundo e é celebrado no dia 2 de março. No Brasil, tais comemorações foram adaptadas somente em 1938, através da Igreja Presbiteriana do Brasil, espalhando-se por todo o país.
O dia mundial da oração é marcado pela realização de cultos em mais de 1.150 lugares do Brasil, em vários idiomas para atender o maior número de mulheres e crianças possíveis.
O padre Márcio André Ribeiro, pároco da Igreja Nossa Senhora do Rosário, defende que o ato de orar é “conversar com Deus”. “A oração é antes de tudo um ato de amor a Deus. Na oração entramos em sintonia com aquele que é o Senhor Deus da vida. Rezar é tocar em Deus pela via do amor. Em minha opinião a oração é uma via de mão dupla onde também devemos saber ouvir. Para tal é preciso saber fazer silêncio para ouvir a Deus. Em suma rezar é amar a Deus de uma forma toda especial. O maior poder da oração é dar-nos a certeza de que somos amados por Deus. Quem reza tem paz”.
Com a proximidade da Páscoa, muitos cristãos intensificam suas orações, meditando sobre as passagens dos Evangelhos, além dos Salmos, entre outros, independente da igreja que frequentam.
Muitos autores religiosos, por exemplo, ressaltam que a oração é um dos pilares do diálogo inter-religioso, cada vez mais em voga no mundo. Trata-se da ideia de que as diferentes religiões devem evitar a busca pela supremacia mundial e, ao invés disso, buscarem dialogar e se respeitar mutuamente, procurando evitar as guerras com motivação religiosa, tendo como foco, essencialmente, a visão misericordiosa para com os mais necessitados.
Um bom momento para pensar e, claro, orar!

Texto produzido em: 19/02/2016