Dr. Sérgio Queiroz

Com a medicina no sangue, Dr. Sérgio Queiroz mostra como a humanização é essencial ao exercício da profissão, sobretudo para os futuros médicos brasileiros.

Se a medicina é vista como uma das profissões mais nobres que existem, nada mais natural do que ela chamar a atenção quando passa de pai para filho ou, mais ainda, de pai para filhos. Nesse Dia dos Pais, o Mania de Saúde parabeniza a todos aqueles que celebram o valor da paternidade e dá, também, as suas congratulações aos que buscaram na medicina uma forma de exercer-se a si mesmo e ajudar aos outros.

É o que fica claro nas palavras do médico ortopedista Sérgio Queiroz Vieira. Casado com a médica nefrologista Dra. Angela Regina Rodrigues Vieira, ele é pai de Alessandra, Fabíola e Marcela, que seguiram o mesmo caminho dos pais em suas vidas. “Fico feliz não por elas seguirem o meu caminho, mas por terem tomado um rumo profissional por si mesmas, buscando uma profissão digna. Logo, não precisava, necessariamente, ser medicina, porque o verdadeiro orgulho para qualquer pai é ver os seus filhos no caminho certo. Nem eu nem minha mulher influenciamos na escolha delas. Mas evidentemente que ficamos felizes, não só por seguirem a profissão, mas principalmente por serem as filhas que são, que é o mais importante. As minhas filhas são um presente que Deus deu para mim”, confidenciou Dr. Sérgio.

Aproveitando sua experiência na área, ele abordou as diferenças que enxerga entre a medicina de quando ele começou a carreira para a de hoje. “A medicina está bem mais evoluída. Os colegas mais novos estão levando mais vantagem do que a gente, porque existe um leque maior de exames e subsídios para chegar ao diagnóstico. Por outro lado, precisamos voltar à parte de humanidade. O médico está ficando muito máquina e praticando pouco a relação médico/paciente. É preciso rever esse conceito. A tendência da medicina é ficar cada vez mais sofisticada, mas, exatamente por isso, precisa ser mais humanizada, porque não é só a parte científica ou tecnológica que conta, mas a relação médico/paciente, que é fundamental para o tratamento. Não podemos achar correto um paciente chegar ao consultório e o médico pedir uma bateria de exames sem ao menos olhar no olho dele. Isso é o que está acontecendo em muitos lugares do país e que precisa ser revisto. O paciente já vem fragilizado para o consultório, então, se ele não é bem tratado, às vezes pode até piorar. A humanização é espírito da profissão”.

Texto produzido em: 25/07/2015