Dança atrai dezenas de mulheres para academias

Foi-se o tempo que ir para academia era apenas para fazer esteira ou bicicleta e musculação. O mundo fitness vive em constante evolução. A prova disto é que a dança invadiu o espaço e tem roubado alunos, em sua maioria mulheres, de treinos aeróbicos tradicionais por propiciar gasto calórico elevado e sem a monotonia do treino repetitivo.

Não é difícil encontrar uma sala lotada de meninas, adolescentes, mulheres e idosas requebrando ao som de diversos ritmos, do axé ao funk, passando pela zumba, um ritmo latino que invadiu as academias brasileiras. Em Campos, seja o horário que for, as aulas de ritmo sempre atraem muitas praticantes.

“A aula de ritmos é mais do que apenas exercício físico, proporciona bem-estar e eleva a autoestima das mulheres. Quem começa praticando fica satisfeito e acaba não parando mais”, comentou o professor Fabrício Tarantino, que dá aula de ritmos todos os dias da semana em seis academias e projetos esportivos da cidade.

Uma pesquisa do Colégio Americano de Medicina do Esporte mostrou que 50% dos novos alunos de academia param de frequentar as aulas nos primeiros três meses. Os principais motivos alegados para a desistência são o tédio na aula e a baixa motivação, seguidos da falta de tempo. Quem opta pela dança foge dos dois primeiros motivos. 

“A dança é malhar sem sofrer, é um jeito gostoso de perder calorias. Comecei a fazer aula de ritmo há um mês e já consegui emagrecer dois quilos. Prefiro dançar a malhar”, afirmou a dentista Nathália Caetano, de 28 anos.

A dança é a nova tendência do mundo fitness ao ponto de fazer uma gerente de loja optar em mudar de área e virar professora de ritmos. Foi o que fez Brenda Kelly. Ela fez um curso para se qualificar e poder dar aulas nas academias. “A dança nas academias tem ganhado muito espaço. Quem não gosta de malhar acaba procurando atividades mais dinâmicas. A dança é isso e traz muitos outros benefícios do que a estética apenas”, completou a professora antes de iniciar a aula ao lado de Fabrício e da também professora Karla Bovio.

Texto produzido em: 17/10/2014