Quando se fala em nutrição materno-infantil, é natural que as pessoas imaginem uma área de atuação voltada para organizar uma determinada dieta às mães e ao bebê, a fim de promover a alimentação saudável. Mas a verdade é que, embora isso também aconteça, o papel do nutricionista materno-infantil vai muito além da mera elaboração de um cardápio, podendo, por exemplo, acompanhar a mulher desde antes da gravidez, além de oferecer um grande auxílio no pré e no pós-parto, com o objetivo de evitar problemas futuros na saúde dela e da criança, dentro de um contexto bem mais amplo de atuação.
Para abordar o assunto, o Mania de Saúde conversou com Adriana Souza, nutricionista materno-infantil especializada em pré-gestação, gestação, pós-parto, amamentação, introdução alimentar e alimentação infantil. Ela afirma que o público vem percebendo cada vez mais a importância dessa especialidade. “Até pouco tempo atrás, a gestante só procurava o nutricionista materno-infantil em situações específicas, como casos de diabete gestacional ou de pressão alta, que ocorrem em muitas mulheres durante a gestação. Hoje em dia, porém, há uma consciência maior a respeito dos cuidados alimentares na gravidez, sobretudo pelas repercussões futuras na saúde da criança”, afirma Adriana. “É um trabalho que vai muito além do controle de peso, pois lidamos com diversas situações, tais como a qualidade do que a mulher está comendo, como é a alimentação dela no dia a dia, quais os reflexos disso na saúde do bebê, entre muitas outras abordagens. A gestante acaba entendendo que não estamos ali apenas para fazer um cálculo de cardápio ou controlar o peso. É uma espécie de condução guiada para uma gestação de qualidade”.
A nutricionista ressalta, ainda, a importância desse cuidado. “Inúmeros estudos apontam que a alimentação da mãe tem impacto futuro para diversas doenças que, hoje, estão presentes em muitas crianças, como a obesidade infantil e o diabetes, evidenciando o quanto é importante ter esse cuidado alimentar”, conta Adriana, que tem conhecimento de causa, também, por ter trabalhado como pedagoga durante 20 anos, onde via o reflexo da alimentação na própria sala de aula. “Era muito comum ver crianças com sobrepeso, sem conseguir fazer atividade física, além do comprometimento da parte cognitiva. Isso é muito sério, porque várias crianças apresentam déficit de atenção em função da alimentação inadequada, algo que pode e deve ser evitado a partir de um acompanhamento nutricional”.
Para entender como esse trabalho é amplo, Adriana revela que atende mulheres desde antes da gestação, demonstrando o quanto a nutrição materno-infantil pode fazer a diferença na vida delas. “A mulher que está querendo engravidar pode fazer um acompanhamento nutricional para favorecer a fertilidade, que é outro braço importante da nossa atuação. Depois, cuidamos dela durante todo o período gestacional e também no pós-parto, com destaque para o aleitamento materno. Afinal, a mulher vai estar amamentando e precisa de uma boa alimentação para oferecer um leite de qualidade ao filho, além de ser um período onde ela apresentará um gasto energético muito alto, exigindo ainda mais cuidado quanto à alimentação”, ressalta Adriana, lembrando que, após o sexto mês, inicia-se a alimentação complementar, outra etapa fundamental para o acompanhamento com o nutricionista. “Sempre é tempo de buscar auxílio para garantir à criança uma melhor qualidade de vida no futuro”, resume ela. 
Que tal começar agora? Adriana Souza atende no Edifício Palladium, na Rua Voluntários da Pátria, 487, sala 404, Pelinca, Campos. O telefone para contato é o (22) 99989-0705.

Texto produzido em: 22/07/2019