Flacidez, gordura localizada, celulite. Qual mulher não se arrepia ao ouvir essas palavras? Se você é uma delas, não se preocupe. O mercado estético possui novidades inovadoras para sanar esses problemas. Uma delas está mudando a aparência de muita gente para melhor. Trata-se da criofrequência. Você sabe o que é?
Para responder à pergunta, entrevistamos a Dra. Cássia Teixeira, fisioterapeuta especializada em fisioterapia dermato-funcional, que tem realizado a criofrequência em seus pacientes com muito sucesso. Segundo ela, é um tratamento bastante singular. “A criofrequência, na verdade, é uma radiofrequência, porém diferenciada, por ser uma radiofrequência muito mais forte do que uma convencional, que gira em torno de 200, 300 watts. Na criofrequência temos a união de 2 tipos de radiofrequência. A radiofrequência monopolar, com 400 watts, e a radiofrequência multipolar, de 6 polos, com 650 watts. Então, dá, ao todo, 1.050 watts de potência. Por ser uma radiofrequência muito forte, para evitar uma lesão de pele, ela tem uma ponteira resfriada, com -10ºc. Isso garante um conforto total para o paciente. Ele não sente nada. E tem um aquecimento de 60ºc internos, gerando ainda mais comodidade. Por ser um equipamento multipolar, o incremento da temperatura interna da pele, conjugado com o resfriamento da epiderme, gera o desejado choque térmico. Este choque térmico provoca a imediata ação refirmante da pele, além de desempenhar uma ação desintoxicante e aumentar a oxigenação dos tecidos, por ação de dilatação dos vasos que irrigam a pele. Vai estimular a produção de colágeno e elastina, tendo como resultado o desejado efeito lifting instantâneo, tudo isto de modo não-invasivo”, explicou.
Para o tratamento, segundo Dra. Cássia, são necessárias de quatro a seis sessões, de acordo com cada quadro, com intervalo de 20 dias entre elas. As sessões duram em média 30 minutos, dependendo da área tratada.
É bom, no entanto, não confundir a criofrequência com a criolipólise, outro grande sucesso hoje em dia. “A criolipólise transforma as células de gordura. Ela promove uma paniculite (inflamação no tecido adiposo), porque faz uma sucção e um congelamento, não é um resfriamento. Então, a gente tem uma apoptose (morte celular), decorrente de um processo inflamatório, sem nunca mais retroceder a ser uma célula de gelo. A gente não precisa fazer nada para potencializar o efeito da criolipólise. Uma vez que virou gelo, não adianta, pode fazer ultrassom, pode fazer radiofrequência, pode fazer o que quiser, o gelo nunca mais vai virar uma gordura. O que você pode fazer é compactar as células adjacentes, as células do lado. Como efeito colateral da criolipólise, nós temos um trabalho de colágeno. Já a criofrequência, por ser uma radiofrequência, trabalha o contrário. Na criofrequência, nós sabemos que, se você aquece um paciente a 42º, em qualquer radiofrequência aquecida a 42º, nós temos, como efeito colateral, principalmente nas radiofrequências monopolares, uma quebra de gordura. Então, a criofrequência é uma radiofrequência que serve para estimular colágeno e, como efeito colateral, ela quebra gordura. A criolipólise serve para quebrar gordura e, com efeito colateral, ela ajuda na compactação da célula. Então, uma complementa a outra, mas uma tecnologia não tem nada a ver com a outra”, diz a Dra. “É importante sempre frisar que cada caso é um caso, por isso, uma avaliação prévia criteriosa é muito fundamental para a indicação do tratamento. Não existe mágica, nada faz mágica. Existe tecnologia e o profissional sério, para saber indicar”, finalizou Dra. Cássia.
Informações complementares poderão ser obtidas através dos telefones (22) 2725-8060 ou (22) 2725-1560

Texto produzido em: 23/02/2016